E essa fome de conteúdo
esse desejo absurdo de
enfiar sentido por tudo
em cada lugar encaixado
meu eu nasceu quadrado
Fazer tudo errado certo
cabendo no espaço aberto
escondendo os defeitos
amontoando as falhas
Ah esse risco absurdo
de desconhecer o mundo
não ter milhão de amores
nem ser o Sol da galáxia
De deixar desabrochar
de não forçar a beleza
não gritar aos ventos
que sou mais um, igual.
Esse horror de gostar
achar uma graça diferente
em tudo que não é padrão
as exceções, fascinantes...
Criei o espaço para publicar minhas idéias, digo poemas, apenas pensamentos espremidos até formarem versos. Puramente leigo, mais um diário que qualquer coisa.
Uma descrição do que passa por mim e do que fica, meu ponto de vista que é bastante restrito, desse tecido tão interessante, a alma humana.
Espero que apreciem a visita.
Espero que apreciem a visita.
Todas as imagens são da internet e de propriedade dos respectivos sites.
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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Desenhando arestas
Limite é uma palavra pequena
mas tão cheia de significado
uma pequena bem autoritária,
que se basta e completa.
Por que a liberdade que é
tão bela e faceira não passa
por cima dessa pequena feia
e transgride sua altivez?
Porque respeito e educação
são seus guardacostas leais
mas sem deixar de se-los
são amicíssimos de liberdade.
Temos aí uma parceria inédita
encaixe perfeito das palavras
expressão do complexo simples
mas tão ininteligível à alguns.
Temos um corpo tão frágil
limitado, fraco, débil, belo
se medirmos nisso quem somos
não compreendemos o existir.
Por conviver com outros corpos,
dotados das mesmas fraquezas
aprendemos a apreciar no outro
a nossa pequena e própria beleza.
Desde que consigamos fazer
o jogo das palavras e pensar
além desse invólucro limitado
pra dentro do pensar infindável.
mas tão cheia de significado
uma pequena bem autoritária,
que se basta e completa.
Por que a liberdade que é
tão bela e faceira não passa
por cima dessa pequena feia
e transgride sua altivez?
Porque respeito e educação
são seus guardacostas leais
mas sem deixar de se-los
são amicíssimos de liberdade.
Temos aí uma parceria inédita
encaixe perfeito das palavras
expressão do complexo simples
mas tão ininteligível à alguns.
Temos um corpo tão frágil
limitado, fraco, débil, belo
se medirmos nisso quem somos
não compreendemos o existir.
Por conviver com outros corpos,
dotados das mesmas fraquezas
aprendemos a apreciar no outro
a nossa pequena e própria beleza.
Desde que consigamos fazer
o jogo das palavras e pensar
além desse invólucro limitado
pra dentro do pensar infindável.
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