Tecendo minhas mentiras em tramas imensas
com elas, vestida em luxo desfilo o mundo
nelas me abrigo do frio solitário, encanto
nelas vendo o rosto quando tudo é espanto
em grossa malha mas macia, seco as lágrimas
invisíveis nessa trama, em que cabe tanto
colorida de sorrisos passados e de sonhos
ela me reveste a alma e embeleza os defeitos
em capa suntuosa me serve de enfeite, humilde
pode acolher em ombro aqueles que se achegam
esse enrolar de aconteceres e a, com tecidos
em tudo serve mas uma hora cai e me faz nua!
Um simples piscar de olhos e la se vai ela,
o vento não carrega ou a chuva não desbota,
o que o desejo derruba, ou uma palavra desnuda
e quando assim fazes, podes ter certeza disso,
me tomas inteira em carne e alma, e me fazes tua.
Criei o espaço para publicar minhas idéias, digo poemas, apenas pensamentos espremidos até formarem versos. Puramente leigo, mais um diário que qualquer coisa.
Uma descrição do que passa por mim e do que fica, meu ponto de vista que é bastante restrito, desse tecido tão interessante, a alma humana.
Espero que apreciem a visita.
Espero que apreciem a visita.
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quinta-feira, 26 de maio de 2011
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Escorrendo tristeza
A dor que sinto e que me rasga
vai corroendo qualquer respeito
qualquer réstia de sentimento
escoa quando escuto, vejo, leio
Gente que ri de gente diferente
Gente que humilha gente inocente
Gente que pisoteia gente indefesa
Gente que mata gente que crê
Gente que tortura gente que ama
Gente que odeia gente por ser gente
assim, simplesmente
Isso desgasta, cansa, entristece
Como pode alguem dizer que é gente
se por vontade própria esquece
aquele do outro lado da sua raiva
também é gente que pensa e sente
É assim tão difícil de imaginar
um coração querido ali parado?
Ver que alguem bem do seu lado
pode ser a próxima vítima
do medo de alguém encurralado?
Gente violenta tem medo, e esconde
esse medo em cara feia de fúria
Desconta sua frustração no alheio
em tudo que é desconhecido seu
Sem ter consciência de si, de nós.
Por mais difícil que seja ainda,
exercitar pra valer, a tal da cidadania
(músculo esse que até você desconhecia)
Nesse mundo tem muita gente, diferente
Ninguém jamais vive a sós, o eu é um nós.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Com esses meus olhos
Em tempos de distração, perco
a vista para o mundo lá fora
me embalo com a beleza do que vejo
sorrisos soltos e conversas fragmentadas
vento nos cabelos e risadas
um abraço, um beijo
Essas janelas de minh´alma se esquecem
e param no tempo a contemplar
vida pulsante, instantes
a beleza intrínseca de todas as coisas
com ou sem um plano definido
fazendo ou não completo sentido
sinto-as todas como se visse um filme
minha inocência de menina admira
e reverencia a pureza do ser
fazendo-se verbo, presente e futuro
a vista para o mundo lá fora
me embalo com a beleza do que vejo
sorrisos soltos e conversas fragmentadas
vento nos cabelos e risadas
um abraço, um beijo
Essas janelas de minh´alma se esquecem
e param no tempo a contemplar
vida pulsante, instantes
a beleza intrínseca de todas as coisas
com ou sem um plano definido
fazendo ou não completo sentido
sinto-as todas como se visse um filme
minha inocência de menina admira
e reverencia a pureza do ser
fazendo-se verbo, presente e futuro
domingo, 3 de abril de 2011
E quero
Ser a chama que trespassa
vento morno que enleva
A palavra decidida e final
O esgar de dor o nascer a cria
o grito de dor e lágrima morna
essa chama ardente de fúria
Sedução em misto de penúria
A briga regada de compreensão
dualidade extremada em carne
Aquela que sente acima de tudo
que é tantas coisas em um corpo
essa doçura disfarçada em fel
Quero ser isso tudo, tanto
sendo apenas um ser como outras
essa maravilha de ser mulher
vento morno que enleva
A palavra decidida e final
O esgar de dor o nascer a cria
o grito de dor e lágrima morna
essa chama ardente de fúria
Sedução em misto de penúria
A briga regada de compreensão
dualidade extremada em carne
Aquela que sente acima de tudo
que é tantas coisas em um corpo
essa doçura disfarçada em fel
Quero ser isso tudo, tanto
sendo apenas um ser como outras
essa maravilha de ser mulher
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
A depressão, o medo, o lado azul

O que se pode dizer que descreva
claro como a luz que me ofusca
tamanha consciência da ilusão
Uma pureza de alma e espírito
Assombro macabro de todo vazio
Esse mistério simples e claro
Paralelo intrínseco com existir
essa dor insensível, conhecer
O singelo toque do que cerca
Essa luz ofuscante, fugimos
Corremos com toda vontade
Tememos tanto a esse instante
Bem mais doloroso que morte.
O desespero dissolvido que é
em si a essência da antítese
de toda a esperança, da fé.
A tudo que buscamos, possuímos
sumo de tudo que agrada a alma
no só momento, a sós destruímos.
domingo, 16 de janeiro de 2011
Vertigens
Vácuo constante, o pensamento
em um voo tangendo a realidade
passa além do normal e transpassa
qualquer velocidade, antinatural
Nada escapa e tudo é percebido
em níveis extremos, do processar
amarrando as idéias sempre a voar
preso no azul eterno, céu infinito
A distância é tanta, de seu próximo
a solidão palpável pesa às costas
dominando as alturas, sem direção
nenhum caminho, nem obrigação.
Tão longe da superfície sempre
fora de toda regra, fugidio
uma sombra brilhante no céu
a árvore que tomba na floresta.
em um voo tangendo a realidade
passa além do normal e transpassa
qualquer velocidade, antinatural
Nada escapa e tudo é percebido
em níveis extremos, do processar
amarrando as idéias sempre a voar
preso no azul eterno, céu infinito
A distância é tanta, de seu próximo
a solidão palpável pesa às costas
dominando as alturas, sem direção
nenhum caminho, nem obrigação.
Tão longe da superfície sempre
fora de toda regra, fugidio
uma sombra brilhante no céu
a árvore que tomba na floresta.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Flor de estufa
A sensibilidade típica, me é extremada
nascida em estufa, protegida e cuidada
toda paixão que é tórrida, me derruba
o amor é um sol de verão extenuante
mas a solidão continuada esse inverno
não deixa que brotem minhas pétalas
Esse paradoxo constante, gratuito.
Fugir da cadeia, deixar ser levada
mudar de forma e tornar-me adaptada
essa natureza extrema sempre em fuga
explosões momentâneas, sim vibrantes
seguidas de pavor completo e interno
faz arrefecer a alma e fechar sépalas
para que volte a explodir, fortuito.
nascida em estufa, protegida e cuidada
toda paixão que é tórrida, me derruba
o amor é um sol de verão extenuante
mas a solidão continuada esse inverno
não deixa que brotem minhas pétalas
Esse paradoxo constante, gratuito.
Fugir da cadeia, deixar ser levada
mudar de forma e tornar-me adaptada
essa natureza extrema sempre em fuga
explosões momentâneas, sim vibrantes
seguidas de pavor completo e interno
faz arrefecer a alma e fechar sépalas
para que volte a explodir, fortuito.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Solitário
Um brilhante bruto e incluso
retraído na própria essência
descabido em pureza protegido
envolto em rocha bruta escura.
Com o devido polimento,
depois de muito tormento
uma jóia, raro ornamento
seria esse seu intento?
Flor belíssima, lírio
surgido em lugar remoto
arrancado para servir
ao belíssimo arranjo.
Toda beleza realçada
toda natureza forçada
essa busca perfeita
de toda obra inacabada.
retraído na própria essência
descabido em pureza protegido
envolto em rocha bruta escura.
Com o devido polimento,
depois de muito tormento
uma jóia, raro ornamento
seria esse seu intento?
Flor belíssima, lírio
surgido em lugar remoto
arrancado para servir
ao belíssimo arranjo.
Toda beleza realçada
toda natureza forçada
essa busca perfeita
de toda obra inacabada.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Andando ...
Corri o mundo todo a procurar
o tesouro mais bonito pra ficar
Alcancei o mais alto sacrifício
para sentir por mim o que é se doar
Tentei todas as fórmulas sabidas
pra encantar a gente, ser querida
Ah, como corri contra o vento
querendo sempre passar esse tempo
Fugi da tempestade, por medo
pra não expor meus feridos.
Quem faz por si, tanto mais ganha
aquele que achou os amigos
esse tesouro de maior valia
porque não há nessa passagem
melhor coisa que a viagem
mas tem que vê-la por si, só
Ignorar os maus ventos, tormentas
correr no tempo é desperdício
ele que já passa tão depressa
Nem deixar de lado o que importa
E isso, cada um sabe de si.
o tesouro mais bonito pra ficar
Alcancei o mais alto sacrifício
para sentir por mim o que é se doar
Tentei todas as fórmulas sabidas
pra encantar a gente, ser querida
Ah, como corri contra o vento
querendo sempre passar esse tempo
Fugi da tempestade, por medo
pra não expor meus feridos.
Quem faz por si, tanto mais ganha
aquele que achou os amigos
esse tesouro de maior valia
porque não há nessa passagem
melhor coisa que a viagem
mas tem que vê-la por si, só
Ignorar os maus ventos, tormentas
correr no tempo é desperdício
ele que já passa tão depressa
Nem deixar de lado o que importa
E isso, cada um sabe de si.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Serpenteando
Acordar do avesso, virada pra dentro
tento levantar e me sento, observando
tudo sensível, o corpo lento move
vôo dentro, à velocidade do pensamento
Em salto deslizo, mundo a fora viajando
tudo tão torcido faz sol, aqui chove
minhas lágrimas molhando a manhã
Sorriso aberto para o dia seguir
Tateando nesse lugar meio hostil
ando depressa, por medo de ser presa
mas nem tanto, para apreender e ver
por que é bonito o desconhecido
O incabível o tangível, nada plausível
a sensação como um todo, do que é novo
assusta, atrai e perturba. Encantador!
Esse poço sensitivo, nasce descobridor
A linha tênue que sustenta o seguir
separa frágil o deixar de existir
manter-se alheio sempre é opção
vestir o capuz, ignorar a tentação
tento levantar e me sento, observando
tudo sensível, o corpo lento move
vôo dentro, à velocidade do pensamento
Em salto deslizo, mundo a fora viajando
tudo tão torcido faz sol, aqui chove
minhas lágrimas molhando a manhã
Sorriso aberto para o dia seguir
Tateando nesse lugar meio hostil
ando depressa, por medo de ser presa
mas nem tanto, para apreender e ver
por que é bonito o desconhecido
O incabível o tangível, nada plausível
a sensação como um todo, do que é novo
assusta, atrai e perturba. Encantador!
Esse poço sensitivo, nasce descobridor
A linha tênue que sustenta o seguir
separa frágil o deixar de existir
manter-se alheio sempre é opção
vestir o capuz, ignorar a tentação
Temporal de tempos
Frio por fora, gelado por dentro
um pequeno verme corrói o eu
desânimo colossal se ancora
afundada em passado a alma chora
Que seria o eu sem o imperfeito
Um futuro do pretérito, seria
tudo quadrado e reto, tempestade
sem espaço para a pequena calmaria
Abrir os olhos para aquela luz
uma assim tremeluzente, presente
tão cheia de gerúndios, ela é
aconchegante,a tal de esperança
Sair correndo como a criança
atirar os braços para a vida
de rosto limpo e a alma límpida
fazer história, esperança futura
um pequeno verme corrói o eu
desânimo colossal se ancora
afundada em passado a alma chora
Que seria o eu sem o imperfeito
Um futuro do pretérito, seria
tudo quadrado e reto, tempestade
sem espaço para a pequena calmaria
Abrir os olhos para aquela luz
uma assim tremeluzente, presente
tão cheia de gerúndios, ela é
aconchegante,a tal de esperança
Sair correndo como a criança
atirar os braços para a vida
de rosto limpo e a alma límpida
fazer história, esperança futura
domingo, 7 de novembro de 2010
Andando...
Quero um amor que seja grande
maior que todo o meu mundo
toda ternura de uma amizade
todo o tórrido da paixão
Quero amigos, todos que tenho
os que tive a sorte de achar
mas quero mais alguns poucos
os melhores, com quem contar
Quero uma casa grande, sempre
pra encher desses meus amores
com um quarto muito espaçoso
que caiba ali uma história
Quero ter sempre esperança
um sorriso incontido, alegre
manter os sonhos impossíveis
para torna-los todos realidade
Quero saber caminhar devagar
aproveitar a paisagem linda
saber ver as coisas pequenas
para valer a pena a passagem...
maior que todo o meu mundo
toda ternura de uma amizade
todo o tórrido da paixão
Quero amigos, todos que tenho
os que tive a sorte de achar
mas quero mais alguns poucos
os melhores, com quem contar
Quero uma casa grande, sempre
pra encher desses meus amores
com um quarto muito espaçoso
que caiba ali uma história
Quero ter sempre esperança
um sorriso incontido, alegre
manter os sonhos impossíveis
para torna-los todos realidade
Quero saber caminhar devagar
aproveitar a paisagem linda
saber ver as coisas pequenas
para valer a pena a passagem...
sábado, 6 de novembro de 2010
Ecos e reminiscências ...
Ah esse sorriso! Me tiras o chão
esse enigma inatingível e impassível
quebras minha compostura, derreto
Deixa-me levar a um passeio
A chance de encontrar o rubro
deste meu coração em chamas
Tocar-te com a alma em chagas
Um bálsamo em ébano perfeito
Cura minha para toda a loucura
Quem dera fosse eu à tua altura
Desses belos traços desenhados
Morenos cachos, charme encarnação
Não saberia alcançar teu pensamento
perdoe, por favor meu acanhamento
Perco a fala enquanto te contemplo
esse enigma inatingível e impassível
quebras minha compostura, derreto
Deixa-me levar a um passeio
A chance de encontrar o rubro
deste meu coração em chamas
Tocar-te com a alma em chagas
Um bálsamo em ébano perfeito
Cura minha para toda a loucura
Quem dera fosse eu à tua altura
Desses belos traços desenhados
Morenos cachos, charme encarnação
Não saberia alcançar teu pensamento
perdoe, por favor meu acanhamento
Perco a fala enquanto te contemplo
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Bom dia
A Luz filtrando o calor, atravessa
A fresta das pestanas semi-cerradas
aquece o fluido viscoso e circulante
em tom de pressa, em cor de paixão
Minúsculas partículas irridescentes
Turvam e brilham ao fluxo do ar
dançando e girando no véu da luz
em magnífico mosaico a formar
Os sons que enchem e abafam os nossos
O mundo desperta sem esperar por nós
A vida que toma formas inusitadas
Oferece seu espetáculo de toda manhã.
A fresta das pestanas semi-cerradas
aquece o fluido viscoso e circulante
em tom de pressa, em cor de paixão
Minúsculas partículas irridescentes
Turvam e brilham ao fluxo do ar
dançando e girando no véu da luz
em magnífico mosaico a formar
Os sons que enchem e abafam os nossos
O mundo desperta sem esperar por nós
A vida que toma formas inusitadas
Oferece seu espetáculo de toda manhã.
Mágica
Somente respire, inflar e desinflar os pulmões
Mantenha os olhos abertos e foco nas cores
Elas são lindas, as cores e os contornos
Se sentir algum desconforto, então chore
Vai existir alguém lá só para atende-lo
Sempre que sentir fome, frio ou calor
Vai ensinar tudo que é necessário fazer
Para que siga respirando e não sinta dor
Alguém que nem sempre acerta, mas tenta
Você deve respeitar e amar, mesmo assim
O que são essas coisas? Ah, o nascimento
pode ser demorado ou mais curto, varia
Mas quando estiver pronto, vai ver a luz
Sentir um frio na barriga, uma perda
Assim são os começos, um pouco de medo
Mas você logo se acostuma, a vida.
Mantenha os olhos abertos e foco nas cores
Elas são lindas, as cores e os contornos
Se sentir algum desconforto, então chore
Vai existir alguém lá só para atende-lo
Sempre que sentir fome, frio ou calor
Vai ensinar tudo que é necessário fazer
Para que siga respirando e não sinta dor
Alguém que nem sempre acerta, mas tenta
Você deve respeitar e amar, mesmo assim
O que são essas coisas? Ah, o nascimento
pode ser demorado ou mais curto, varia
Mas quando estiver pronto, vai ver a luz
Sentir um frio na barriga, uma perda
Assim são os começos, um pouco de medo
Mas você logo se acostuma, a vida.
sábado, 11 de setembro de 2010
Transcende o foco
No meio do campo, flor botão
a semente que não germina
Paisagem de pôr-se do Sol
Imagem estanque, ainda bela
O anteceder de um acontecer
é a melhor parte do mesmo
a transformar-se e sentir
novos movimentos de alma
Um desdobrar de sentimento
pressentir o presente assim
frações preciosas de tempo
o sabor de um pensamento
a semente que não germina
Paisagem de pôr-se do Sol
Imagem estanque, ainda bela
O anteceder de um acontecer
é a melhor parte do mesmo
a transformar-se e sentir
novos movimentos de alma
Um desdobrar de sentimento
pressentir o presente assim
frações preciosas de tempo
o sabor de um pensamento
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Exceção

Explicar o conceito lhe tira
grande parte do mérito afinal
se é para ser diferente, vira
uma coisa padrão, com igual
Ouvia dizer durante a infância
saber ser diferente é grande
quem difere sempre é importante
saber opor-se, pensar por si
Como se ser banal fosse comum
Além disso, ser comum é ruim
Pensar por si pareceu a mim
algo sublime, ter voz, ser um.
Continuo procurando o padrão
tentando achar onde encaixar
Mesmo que tudo tente seguir
a simetria perfeita, vazia
Se tiver informação explique
como alguém difere sem padrão
pensar é único, já o desejar
fator comum. Desejar diferir.
Querer ser especial em lugar
onde existe uma ditada ordem
uma padrão ditado, por ninguém
dizendo sempre o que é melhor
resta me entender, para quem?
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Desalento
Certas coisas não se muda
não se extrai uma essência
sem arrancar-lhe a polpa
sem esmagar o fundo d'alma
A dor de mais insana que
quebra o sonho mais alto
Como tenta voar o pássaro
se lhe alquebram as asas?
Se não souber livrar-se
da casca, ao ovo não sai
Mas se tiram-lhe o céu
por certo fica perdido
Por caso não sabia ele
que em vôo foi ao perigo?
Espreitando tão alto
Avistou-se o tal inimigo.
Certo, já lho tinham dito
uma pena não dar ouvidos
Tem asas afinal, é preciso
se não voa também perece.
não se extrai uma essência
sem arrancar-lhe a polpa
sem esmagar o fundo d'alma
A dor de mais insana que
quebra o sonho mais alto
Como tenta voar o pássaro
se lhe alquebram as asas?
Se não souber livrar-se
da casca, ao ovo não sai
Mas se tiram-lhe o céu
por certo fica perdido
Por caso não sabia ele
que em vôo foi ao perigo?
Espreitando tão alto
Avistou-se o tal inimigo.
Certo, já lho tinham dito
uma pena não dar ouvidos
Tem asas afinal, é preciso
se não voa também perece.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Às voltas
Pra falar de todos os temas
que agitam e bagunçam idéias
o tal do senso comum é desses
que me deixam perdida do rumo.
Amigos pra ter sorrisos
alegria é um obrigação
bebida pra desinibição
as roupas pra exibição
Coisas que não cabem
um padrão tão estreito
feito salto bem alto
espartilho bem justo
Conversa boa é bobagem
aquele papo bom mesmo?
só partindo pra fuleragem
no outro oposto, o cult.
Partido político é time
joga junto e vive junto
E futebol é vício mesmo
vale mais que uma vida.
Por que ter uma conversa
se agora não estou no bar?
Ser amigo do ninguém, não
só os top pra relações.
Isso é tudo tão estúpido
A mim parece tão óbvio
Mas quando olho longe
Me vejo aí nisso tudo.
que agitam e bagunçam idéias
o tal do senso comum é desses
que me deixam perdida do rumo.
Amigos pra ter sorrisos
alegria é um obrigação
bebida pra desinibição
as roupas pra exibição
Coisas que não cabem
um padrão tão estreito
feito salto bem alto
espartilho bem justo
Conversa boa é bobagem
aquele papo bom mesmo?
só partindo pra fuleragem
no outro oposto, o cult.
Partido político é time
joga junto e vive junto
E futebol é vício mesmo
vale mais que uma vida.
Por que ter uma conversa
se agora não estou no bar?
Ser amigo do ninguém, não
só os top pra relações.
Isso é tudo tão estúpido
A mim parece tão óbvio
Mas quando olho longe
Me vejo aí nisso tudo.
sábado, 24 de julho de 2010
Azul ou vermelho?
A graça de um sorriso
o gozo de um sentido
Acompanhar o sol nascer
Comprar que se quer ter.
Tudo tão distinto e igual
São essas coisas tão comuns
Tão maravilhoso quão banal
Mexem na alma de alguns.
Sem receita e sem remédio
coisas são boas ou coisas
basta que se lhes aplique
um significado adequado
Não há um caminho errado
basta que o gosto fique
um fio de personalidade
que antes era inédito.
o gozo de um sentido
Acompanhar o sol nascer
Comprar que se quer ter.
Tudo tão distinto e igual
São essas coisas tão comuns
Tão maravilhoso quão banal
Mexem na alma de alguns.
Sem receita e sem remédio
coisas são boas ou coisas
basta que se lhes aplique
um significado adequado
Não há um caminho errado
basta que o gosto fique
um fio de personalidade
que antes era inédito.
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