Criei o espaço para publicar minhas idéias, digo poemas, apenas pensamentos espremidos até formarem versos. Puramente leigo, mais um diário que qualquer coisa.

Uma descrição do que passa por mim e do que fica, meu ponto de vista que é bastante restrito, desse tecido tão interessante, a alma humana.

Espero que apreciem a visita.


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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Perdida

Perdi meu sorriso no teu
Um falar assim manso
Uma alegria calma, feliz
Uma pele com beijo de sol
Um cabelo de cachecóis

Perdi minha alegria na tua
Fonte que se afasta longe
Sorris pra tantos e nem viste
Quando brilhei a rir por ti
E fui apagando ao longe

Perdi minha vontade de ti
Quando não soube o que dizer
Quando quis te roubar
Quando tudo é só sonho
Sem mais que meu coração

terça-feira, 21 de junho de 2011

E você cruzou meu caminho



E você passa assim inconsciente
De todo movimento que provocas
Na orquestra que reges, em mi

Esse volume alto dos seus lábios
Em risada que me percorre toda
Reverbera e derrama seu rastro

Esse tom de cabelos seus brilhando
Em castanho tom ardente, combina
Com meus olhos que devoram-lhe

Esse mover de pernas, tão marcado
Que rebolam meu coração para fora
Saltando da boca em gigantes sorrisos

Esse som da voz que passa rasgando
Todo véu que cobre meu desejo
Derramado assim, morno incontido

Esse seu olhar marcado e derretido
Arrebata meus sentidos e rouba
O chão, a cena, o coração e alma

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Amor composto

Na ponta dos dedos todo o desejo queimando
na ponta da língua, fome de da vida anseia
na íris acesa, nenhuma palavra necessária
na respiração ofegante o fôlego se esvai

Tudo consumido em fogo intenso, tateando
saborear cada centímetro como última ceia
vislumbre em câmera lenta, dança perfeita
ritmo frenético e vontades satisfeitas

Um toque
Um sorriso
Uma lágrima
Um riso
Um beijo
Um suspiro
Uma carícia

Êxtase comum e tão surreal, sempre único
brinquedo de toda gente, jogo lúdico
não há regras, nem padrões pré destinados
pão do circo desse ciclo, é começo e fim


sexta-feira, 10 de junho de 2011

Fez-se escuro

Cabelo balança ao vento e o olhar brilhante
A perdição tomou-me de assalto, um pulo
Meu coração saiu correndo, sem pedir
E caiu aos teus pés, em silêncio humilde

Nada se pede, nada se implora, amor
Doa-se ou não, ponto final e exclamação
A lágrima retida na confusão levou afim
Em longa trilha, por tempos adiante

Corri de mim, fugindo de ti, onde estavas
Tropecei em outras pedras, preciosidades
Mais rápido, mais quedas, menos sorrisos

O caminho se afasta e o alívio também
Deixei também de saber a resposta
Da pergunta que primeiro me fez partir

Sobramos eu olhando,e o vento me balançando

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Desnudando sentimento

Tecendo minhas mentiras em tramas imensas
com elas, vestida em luxo desfilo o mundo
nelas me abrigo do frio solitário, encanto
nelas vendo o rosto quando tudo é espanto
em grossa malha mas macia, seco as lágrimas
invisíveis nessa trama, em que cabe tanto
colorida de sorrisos passados e de sonhos
ela me reveste a alma e embeleza os defeitos
em capa suntuosa me serve de enfeite, humilde
pode acolher em ombro aqueles que se achegam
esse enrolar de aconteceres e a, com tecidos
em tudo serve mas uma hora cai e me faz nua!
Um simples piscar de olhos e la se vai ela,
o vento não carrega ou a chuva não desbota,
o que o desejo derruba, ou uma palavra desnuda
e quando assim fazes, podes ter certeza disso,
me tomas inteira em carne e alma, e me fazes tua.


sábado, 21 de maio de 2011

Um flash

Esse brilho nos olhos
esse arfar de contente
uma respiração suspira
a pele que toca, arrepia
alma flutua, levitando
carinho morno que vira
em tormento ardente
e a tormenta que abranda
bem dentro da gente
a visão perpassa, futura
com uma mirada linda
tudo congela, faz silêncio
o mundo cala sempre
que a ternura se achega.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Eu lírico, em romance

Um sonho bem sólido
maior que meus medos,
um amor que queime
forte o frio da solidão.

Um trabalho interessante
que me faça seguir sempre,
uma família presente
e a escolhida, os amigos.

Quero ter um sorriso
aberto e franco a todos,
a lágrima solta e sincera
que rega nosso crescimento.

Quero braços abertos
abraço hospitaleiro presente,
uma casa bem grande e cheia
sempre bagunçada em desordem
por onde fica minha gente.

Ah! O carinho amado e suave
esse eu quero ter sempre,
aquele amor puro e censurado
que nada cobra pra ser amado.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Por onde anda?

O bendito ser que pode colocar
luz nos meus olhos, enormes asas
nos meus pensamentos mais coloridos
acelera meu coração com um só toque
faz arrepiar aos cabelos na nuca
tem os braços mais quentes do planeta
o som musical que discorre sempre
como se tudo soubesse e de tudo visse
que é belo sem tentar sê-lo
esse que devora com um olhar mais longo
despe-me com um pensamento e toma
minha alma inteira num beijo
com a maior paciência do mundo
aceita todo comentário sem graça
e sabe ficar em silêncio quando
toda tormenta deste coração rompe.

Ser em extinção nessa era descartável
onde hoje se tem o que amanhã é nada
o desejo é só que importa nesse vazio
fome de liberdade infinita, inexorável
esquecida das prisões do amor
o traumático cárcere de comprometer
sua palavra com único ser.

Se me encontrares toma-me com fúria
enfrenta minhas recusas todas e
derruba o muro forte do desdém
e não largues assim tão fácil
serei eternamente grata, e apaixonada.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Sintonizando

O seu sorriso perfeito
som do seu riso a soar
Tira meu tom, transforma
troando no ar tilititar

Cor desse olhar, cintilar
condena-me a contemplar
abraço aperdado, antecipa
aguardado beijo almiscarado

Algo no tom do teu corpo
vibrou a corda do coração
frequência gêmea da canção
Ondas opostas gerando som

O medo dissipa no teu aperto
O calor aquece meus temores
tudo suspenso num fio tênue

O balanço da maré, a lua
Um poema perdido no vento
Teu coração em movimento

domingo, 23 de janeiro de 2011

Enlevo

A luz desses olhos me prende
embalada na ternura do sorriso
envolta de um sede infindável
inflamável com um só gesto

Perdida nesse presente
eterno momento de gozo
suavidade e selvageria
completamente imperfeito

Benção única e singular
carma unilateral, se só
Uma chance em milhões
Milagre comum dos dias

sábado, 6 de novembro de 2010

Ecos e reminiscências ...

Ah esse sorriso! Me tiras o chão
esse enigma inatingível e impassível
quebras minha compostura, derreto

Deixa-me levar a um passeio
A chance de encontrar o rubro
deste meu coração em chamas

Tocar-te com a alma em chagas
Um bálsamo em ébano perfeito
Cura minha para toda a loucura

Quem dera fosse eu à tua altura
Desses belos traços desenhados
Morenos cachos, charme encarnação

Não saberia alcançar teu pensamento
perdoe, por favor meu acanhamento
Perco a fala enquanto te contemplo

Sonho aborrescente

Olhar fixado, amor idealizado
sonho juvenil, miragem perfeição
impassível em vontade, incrível
sonho feito em carne e beleza

Respiração descompassada, tropeço
mundo congelado, em fala enrijeço
o vazio, vácuo cerca-me então
passas por perto e o resto vai-se

Desfaz meus pensamentos, perdição
acorda meus desejos, tentação
apaga meu controle e tranbordo
quebrada em ondas de pura emoção.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Bater de pestanas

A luz do sorriso a cada amanhecer
o dia se faz novo a cada gargalhar
o tempo desliza sem ser notado
escorregando em minhas mãos

Alguém diminui a luz, tão claro
quero ver o brilho desse olhar
contemplar o inteiro sem enfado
estar nessa loucura boa dos sãos

Ouvir-te a fala, é poema musical
tudo parece certo e o resto nada
o que importa é agora, esqueça
amanhã o dia é outro presente.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Procura-se



Nem ilusão nem mágica
a fantasia limitante
nem busco perfeição
ou forma contrastante

o modelo mais simples
de coração vivente
a bravura do sábio
com paixão ardente

um modelo que caiba
na palma das mãos
sem ali ficar preso
mas seguro e firme

que conduza sem mágoa
nem acabe por te-las
que não saiba o engano
mas saiba surpreender

que esqueça tudo lá fora
quando aqui dentro estiver
mantenha portas fechadas
mas se saia venha dizer

sábado, 17 de julho de 2010

Um cotovelo ferido

Por vezes aquela criança que temos
que se mantém por toda vida ativa,
resolve brincar conosco, inocente
dos estragos que pode provocar.

Uma dor infame torna a assaltar
meu coração, infame a aprontar
desta vez, o doce dura tão pouco
o compromisso alheio ele ignora

Basta um olhar ou um sorriso
Tem ele domado, fez-se cativo
Tamanha inocência é frustrante
como viver eternamente infante?

Saber e querer são distintos
tão opostos como preto e branco
Não há solução melhor que tempo
Nem vazio maior que a ausência.

sábado, 3 de julho de 2010

Céu de tormenta

A noite silencia, com todo ruído
o calor de verão acaricia incômodo
tudo é inquietante em movimento
contraste com o céu inteiro púrpura

O brilho da lua todo encoberto
aquela quebra de calor tão intenso
o silêncio esboça mostrar-se então
tudo diminui de intensidade, calor

umidade sufocante, a terra aguarda
o cheiro de relva verde aquecida
os ruídos aguçados pela temperatura
olhos e antenas focados, premiados

Vastidão aquosa derramada em fúria
a verter das nuvens no rasgar do raio
a luz ofusca o alívio temporário
o bálsamo derramado entre trovoadas.

sábado, 26 de junho de 2010

Alma em vermelho carmesim

Um querer desalmado por possuir
fome ardente a consumir e roer
alcançar ossos, músculos e carnes
cinco sentidos carentes ampliados
uma concentração egoísta de querer
o não bastar-se total dependência
total intensidade da carência.

Some-se o pudor vai-se timidez
olhos atentos em brilho febril
mãos desenvoltas com altivez
mente em vulúpia com seu ardil
sentir e tocar, receber e dar
doar e perder-se nessa mescla.

Tolher-se da visão pelo olfato
satisfazendo audição e o tato
deixa-se levar pela enxurrada
o som que apanha o toque, cor
o cheiro enleva a alma, tato

Sentir-se pleno e ir além
querer doar-se percebendo
satisfazer o ego além de si.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Reescrevendo


Tentar fazer tudo diferente
Trilhar o caminho distante
Parecendo ser indiferente
Mas sou mais um viajante.

Quem sabe quando tudo é rosa
Nessa coisa toda instável
Do querer e não saber o que
mas amar tanto, sendo um

Passarinhando e querendo
ser caçada em pleno voô
Sendo predadora altiva
de cenho fechado e feroz

Quem percebe emoção ou amor
ante a face serena da esfinge
em seu jeito muito leonino
Sucitar dúvidas infinitas?

Eis que me perco em entender
Me encontro sem achar resposta
e o reflexo da dúvida, pausa
tempo eterno das pirâmides.

sábado, 29 de maio de 2010

Paixão

Egoísta e tão humano
o amor por si se basta
o fato de amar é feliz
basta-se por existir

Qual prazer é sentir-se
estendido noutra alma
num espelho, o oposto
repartir a si e ganhar

Dar-se e sentir receber
tudo é intenso e sensível
o mundo gira ao redor
tudo espera, nada quer

Ação e emoção em potência
da luxúria à pura inocência
com todos os matizes e tons
espectro do belo, espetáculo.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Devaneio em movimento


Tão impressionante e admirável é
alçar vôo livre uma ave de rapina
toda liberdade e poder que emana
belo de uma forma poderosa, fascina

Os olhos vasculhando o horizonte
Confiantes de suas poderosas asas
A sós um rastro no vento, livre
o bale da caça parece mágica.

Quisera eu ter asas tão fortes
A confiança dos olhos vorazes
Equilíbrio e graça, liberdade
Jogar-se no vazio confiante.

O alvo encontrado na mira
A confiança corrente, veloz
Golpe certeiro, um inexorável

Tem-se farto e põe-se a brincar
Não há saída sem lutar, inútil
Fora dominada pelo fascínio.