A menina de cabelos brilhantes
Sorria um sorriso azul em sol
O cabelo fúlveo a reluzir só
Seus passos pequenos a saltitar
Olhava seus amigos a beira da ponte
Cada qual tramando suas traquinagens
Todos lhe eram queridos, mas amigo
O melhor deles ficava na estante
Ela guardava com carinho a capa dura
Amoldada pelas quedas na estrada
Sujo nos cantos das folhas do campo
Presente da avó que se fora a pouco
Ela ansiava que a avó pudesse ler
Agora que ela poderia escrever
Como lia o mundo todo assim
Guardava tudo que via em versos
A avó lhe ensinou a ler e escrever
Antes de andar de bicicleta, já sabia
Desenhava e coloria, mas nos versos
Era nos versos que ela pintava tudo
Criei o espaço para publicar minhas idéias, digo poemas, apenas pensamentos espremidos até formarem versos. Puramente leigo, mais um diário que qualquer coisa.
Uma descrição do que passa por mim e do que fica, meu ponto de vista que é bastante restrito, desse tecido tão interessante, a alma humana.
Espero que apreciem a visita.
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segunda-feira, 4 de julho de 2011
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Livro
De asas diversas em papel cartonado
faço minhas avesinhas, todas elas
devoro o vôo, breve ou longínquo
Sejam aves emplumadas coloridas
ou pequenos pombos cinzentos
ainda que sejam muito antigos
Cada um traz consigo segredos
histórias e estórias inventadas
lembranças de vidas passadas
Essa mágica sem forma definida
que se faz musical e colorida
embala-me sempre com enlevo
Imagino o começo, um certo dia
formas no barro, idéias em forma
o arranhar do papiro, a prensa
os tipos todos impressos, na tela.
faço minhas avesinhas, todas elas
devoro o vôo, breve ou longínquo
Sejam aves emplumadas coloridas
ou pequenos pombos cinzentos
ainda que sejam muito antigos
Cada um traz consigo segredos
histórias e estórias inventadas
lembranças de vidas passadas
Essa mágica sem forma definida
que se faz musical e colorida
embala-me sempre com enlevo
Imagino o começo, um certo dia
formas no barro, idéias em forma
o arranhar do papiro, a prensa
os tipos todos impressos, na tela.
sábado, 29 de maio de 2010
Poematizes e tons
Questionei-me do por que
desabafa minha alma em metáforas
transcreve sentimentos em versos
não em forma linear, um texto
Minhas mão respondem tristes
faltam-lhes o dom com as tintas
não podem pintar um momento
que passa do lado de dentro
Não há câmera que capte idéia
como não verbete para saudade
nem matiz para paixão, ardente
ou expressão para traição, dor.
Aceitei os argumentos e entendo
o verso,tão dúbio e incerto
encontra aí seu trunfo maior
pode esconder mais e mostrar.
A mágica do verso não rima
é ritmo, intensidade emoção
a beleza vem da interpretação
instantâneo sem foco, infinito.
desabafa minha alma em metáforas
transcreve sentimentos em versos
não em forma linear, um texto
Minhas mão respondem tristes
faltam-lhes o dom com as tintas
não podem pintar um momento
que passa do lado de dentro
Não há câmera que capte idéia
como não verbete para saudade
nem matiz para paixão, ardente
ou expressão para traição, dor.
Aceitei os argumentos e entendo
o verso,tão dúbio e incerto
encontra aí seu trunfo maior
pode esconder mais e mostrar.
A mágica do verso não rima
é ritmo, intensidade emoção
a beleza vem da interpretação
instantâneo sem foco, infinito.
terça-feira, 11 de maio de 2010
Confusão
Estranho como tem fama,
má fama é o que digo,
Os poemas e assemelhados.
São tortos e dificultosos.
Poemas são, a meu ver
tão difíceis quanto ver,
complexos como conversar
intrínsecos, e explícitos.
Claro! Nós banalizamos,
Nossos atos e diálogos
Somos sempre egoístas
Pensando que nos entendem.
Veja bem, quando digo algo
espero ser compreendido
mas nem sempre acontece
e quase nunca é conferido.
Temos diálogos desinformados
Somos medícres com palavras
Temos medo de dizer tudo
Então dizemos só metade
Para que a metade seja
aceita e completa no outro
Assim somos aprovados
no simples da linguagem.
Escrever de coração é
um dilema, expomo-nos.
Mas no fundo das palavras
há sentimentos verdadeiros.
Um poema é completo, o tudo
Sempre confuso e é incerto
assim como nós o somos
E depende da interpretação.
má fama é o que digo,
Os poemas e assemelhados.
São tortos e dificultosos.
Poemas são, a meu ver
tão difíceis quanto ver,
complexos como conversar
intrínsecos, e explícitos.
Claro! Nós banalizamos,
Nossos atos e diálogos
Somos sempre egoístas
Pensando que nos entendem.
Veja bem, quando digo algo
espero ser compreendido
mas nem sempre acontece
e quase nunca é conferido.
Temos diálogos desinformados
Somos medícres com palavras
Temos medo de dizer tudo
Então dizemos só metade
Para que a metade seja
aceita e completa no outro
Assim somos aprovados
no simples da linguagem.
Escrever de coração é
um dilema, expomo-nos.
Mas no fundo das palavras
há sentimentos verdadeiros.
Um poema é completo, o tudo
Sempre confuso e é incerto
assim como nós o somos
E depende da interpretação.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Papel e caneta na mão

a mão se esforça à acompanhar
tudo que constrói o pensamento
transcrevendo no verso as idéias
a vontade, uma fúria, sentimento.
Movendo em uníssono a riscar
a caneta marcando o papel enquanto
na mente tudo gira em movimento
o pensar vai riscando o ser.
Mergulhar na alma, profundamente
depende das condições do tempo
segundo a emoção doce que aquece
ou as fúrias que turvam as águas.
A vista sempre alcança os fragmentos
de naufrágios tenebrosos, cicatrizes
Ou os tesouros ganhos, escondidos
que fazem acalmar as tempestades.
Entre lembranças e temores
os desencontros, os amores
registrados na lembrança
eternizados ficam em papel.
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