Criei o espaço para publicar minhas idéias, digo poemas, apenas pensamentos espremidos até formarem versos. Puramente leigo, mais um diário que qualquer coisa.

Uma descrição do que passa por mim e do que fica, meu ponto de vista que é bastante restrito, desse tecido tão interessante, a alma humana.

Espero que apreciem a visita.


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quinta-feira, 3 de junho de 2010

Desenhando arestas

Limite é uma palavra pequena
mas tão cheia de significado
uma pequena bem autoritária,
que se basta e completa.

Por que a liberdade que é
tão bela e faceira não passa
por cima dessa pequena feia
e transgride sua altivez?

Porque respeito e educação
são seus guardacostas leais
mas sem deixar de se-los
são amicíssimos de liberdade.

Temos aí uma parceria inédita
encaixe perfeito das palavras
expressão do complexo simples
mas tão ininteligível à alguns.

Temos um corpo tão frágil
limitado, fraco, débil, belo
se medirmos nisso quem somos
não compreendemos o existir.

Por conviver com outros corpos,
dotados das mesmas fraquezas
aprendemos a apreciar no outro
a nossa pequena e própria beleza.

Desde que consigamos fazer
o jogo das palavras e pensar
além desse invólucro limitado
pra dentro do pensar infindável.

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