Criei o espaço para publicar minhas idéias, digo poemas, apenas pensamentos espremidos até formarem versos. Puramente leigo, mais um diário que qualquer coisa.

Uma descrição do que passa por mim e do que fica, meu ponto de vista que é bastante restrito, desse tecido tão interessante, a alma humana.

Espero que apreciem a visita.


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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

E se diz: "dizem por aí..."

Diz o mundo que se ama muito
Convenientemente pouco tempo
Diz a vida que as flores são belas
E efêmeras, um piscar de tempo
Dizem que ama-se conhecendo
Não existe amor fora do tempo
Diz o verbo que a verdade é uma
Pluralidade não existe no planeta
Diz o poder que a massa é moldável
Gente boa é alegre e não reclama
Dizem que se deve ser feliz assim
Sem pedir mais, só de esperança

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Desamores e fantasias

Feitos em moinhos de vento
Seguindo o imaginário infinito
Conduzindo um dia pós outro
Tentando levantar do pó em pó
Destruindo futuro para manter
O Presente intacto e fluido

Homeostasia em carne viva
Se erguendo para mais um sol
Todo tempo feito de nada
Ainda é tempo passado
Quem sabe um dia vire tudo
Sonho vívido tridimensional

Quando a coragem não fraquejar
se o dedo não mais censurar
ou as palavras pausarem em mim
de assombro pela ignorância
e os versos congelados cessarem

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Escorrendo tristeza


A dor que sinto e que me rasga
vai corroendo qualquer respeito
qualquer réstia de sentimento
escoa quando escuto, vejo, leio

Gente que ri de gente diferente
Gente que humilha gente inocente
Gente que pisoteia gente indefesa
Gente que mata gente que crê
Gente que tortura gente que ama
Gente que odeia gente por ser gente
assim, simplesmente

Isso desgasta, cansa, entristece
Como pode alguem dizer que é gente
se por vontade própria esquece
aquele do outro lado da sua raiva
também é gente que pensa e sente

É assim tão difícil de imaginar
um coração querido ali parado?
Ver que alguem bem do seu lado
pode ser a próxima vítima
do medo de alguém encurralado?

Gente violenta tem medo, e esconde
esse medo em cara feia de fúria
Desconta sua frustração no alheio
em tudo que é desconhecido seu
Sem ter consciência de si, de nós.

Por mais difícil que seja ainda,
exercitar pra valer, a tal da cidadania
(músculo esse que até você desconhecia)
Nesse mundo tem muita gente, diferente
Ninguém jamais vive a sós, o eu é um nós.



domingo, 22 de agosto de 2010

A urna do passivo versus ativa

Tão mofado está o sentido
o coletivo todo embotado
não se vê além do riso
se não for bom, pro lixo

Pensar é passado, tempo perdido
agir no presente, contanto que
seja apenas para auto-benefício
ou vira imperfeito particípio

Se aparecer na mídia vote.
Contestar é pra acomodados
incomodado... que trabalhe!
uma vaia aos incomodados.

Se quiser ser honesto aparecer
faça piada, fale muita besteira
Vai ter gente vendo, moscas
Elas sempre chamam as outras.

Mas votos? Bem simples então
depois do show, os bastidores
você se vende ao normal jargão
perca identidade, ganhe partido.

Por que tentar ser fiel aos ideais
pode ser usado contra no porvir
sejam simples e sem sentido, ou
concretas e com efeitos reais.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Às voltas

Pra falar de todos os temas
que agitam e bagunçam idéias
o tal do senso comum é desses
que me deixam perdida do rumo.

Amigos pra ter sorrisos
alegria é um obrigação
bebida pra desinibição
as roupas pra exibição

Coisas que não cabem
um padrão tão estreito
feito salto bem alto
espartilho bem justo

Conversa boa é bobagem
aquele papo bom mesmo?
só partindo pra fuleragem
no outro oposto, o cult.

Partido político é time
joga junto e vive junto
E futebol é vício mesmo
vale mais que uma vida.

Por que ter uma conversa
se agora não estou no bar?
Ser amigo do ninguém, não
só os top pra relações.

Isso é tudo tão estúpido
A mim parece tão óbvio
Mas quando olho longe
Me vejo aí nisso tudo.

sábado, 24 de julho de 2010

Azul ou vermelho?

A graça de um sorriso
o gozo de um sentido
Acompanhar o sol nascer
Comprar que se quer ter.

Tudo tão distinto e igual
São essas coisas tão comuns
Tão maravilhoso quão banal
Mexem na alma de alguns.

Sem receita e sem remédio
coisas são boas ou coisas
basta que se lhes aplique
um significado adequado

Não há um caminho errado
basta que o gosto fique
um fio de personalidade
que antes era inédito.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Apenas resmungos

Tanta gente ocupada no futebol
preocupada com alguma novela
Tanto para ver, o que comprar?
Será que já tem algo novo?

O monstro que gera desejo
que alimenta muitos sonhos
Também inventa mais alguns
para que se queira mais.

O que é meia dúzia com nada
se um tem milhões de dúzias?
Mas isso é antigo, sabido
mudou a responsabilidade.

Reis e governadores respondiam
tratavam com o povo em fúria
ainda que com o pão e circo
pessoas reagiam e cobravam.

Agora é fora da moda, cliche
Protestar da tanto trabalho
E sem trabalho estão muitos
Por que então reclamar, não?

Por que se tratar um câncer
se ele vai aparecer em anos
e agora eu tenho um resfriado
horrível, realmente incômodo.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Livin circles

When the things go that bad
And every thot are flying
To look inside is so dificult
You´ve just take a wave, let go.

Have Some One, than will be
looking every times the storm
With diferent names or faces
All hope and goodnes, waiting.

If you need a time to prove
Take all you need, He wait
to help if you only permit it
He have time, you maybe.

This big mass inside
could be more bigger,
and you´ve be smaller
so stop prove, solve.

Who say the life is cicle?
Cicle look like a circle
Life look like a line, big
and full of up and downs
That is just like a hart hit.

sábado, 17 de julho de 2010

Um cotovelo ferido

Por vezes aquela criança que temos
que se mantém por toda vida ativa,
resolve brincar conosco, inocente
dos estragos que pode provocar.

Uma dor infame torna a assaltar
meu coração, infame a aprontar
desta vez, o doce dura tão pouco
o compromisso alheio ele ignora

Basta um olhar ou um sorriso
Tem ele domado, fez-se cativo
Tamanha inocência é frustrante
como viver eternamente infante?

Saber e querer são distintos
tão opostos como preto e branco
Não há solução melhor que tempo
Nem vazio maior que a ausência.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Desenhando arestas

Limite é uma palavra pequena
mas tão cheia de significado
uma pequena bem autoritária,
que se basta e completa.

Por que a liberdade que é
tão bela e faceira não passa
por cima dessa pequena feia
e transgride sua altivez?

Porque respeito e educação
são seus guardacostas leais
mas sem deixar de se-los
são amicíssimos de liberdade.

Temos aí uma parceria inédita
encaixe perfeito das palavras
expressão do complexo simples
mas tão ininteligível à alguns.

Temos um corpo tão frágil
limitado, fraco, débil, belo
se medirmos nisso quem somos
não compreendemos o existir.

Por conviver com outros corpos,
dotados das mesmas fraquezas
aprendemos a apreciar no outro
a nossa pequena e própria beleza.

Desde que consigamos fazer
o jogo das palavras e pensar
além desse invólucro limitado
pra dentro do pensar infindável.

sábado, 29 de maio de 2010

Paixão

Egoísta e tão humano
o amor por si se basta
o fato de amar é feliz
basta-se por existir

Qual prazer é sentir-se
estendido noutra alma
num espelho, o oposto
repartir a si e ganhar

Dar-se e sentir receber
tudo é intenso e sensível
o mundo gira ao redor
tudo espera, nada quer

Ação e emoção em potência
da luxúria à pura inocência
com todos os matizes e tons
espectro do belo, espetáculo.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Ilusão de vista

Ao verso comum não me entrego
ao fato contado apenas registro
o passado é história, aprendida
mas não para ser copiado literal.

Tentar achar a luz lá no fim
quando é tudo escuro em mim
Até mesmo minha rima pobre
esquece de formar o dobre.

Labirintos são feitos para esconder
Mas reza a lenda perdida no tempo,
aquele que o constrói, para abrigo
Ainda um dia, nele mesmo fica perdido.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Covardia




Declaro-me absolutamente covarde
não é que esteja tomando coragem
Ou queira moverme desse estado
Tão comodo e inerte, estagnado.

Nada mais que uma voz perdida
Daminha consciência abafada
Tentando não dar-se por vencida
Negando-se a permanecer calada.

Grita ao ver um menino pequeno
Cheirando cola na esquina
Com os trcados que dei a ele
De dentro do confortável carro.

Chora ao ver espancado o homem
que por ser fraco ou desesperançado
não teve sorte na vida e dorme
Na rua, à margem da vida.

Desespera-se ao ver sofrer
o cão perdido na multidão
Solitário e faminto, de amor
Abandonado sem qualquer pesar.

Magoa-se com o preconceito
Ofende-se com a corrupção
Estarrecida com a escravidão
Remoe-se ante a devastação.

Mas então vem a arma poderosa
que faz calar a consciencia
adormece-la por um tempo
A nessecidade imediatata.

Sim! A fome de adiquirir, consumir
De conquistar, vencer e ganhar!
Por que crescemos para gastar,
Não importa mais quem somos.

A fé segue a moda do momento
E a vontade é a última tecnologia
Entre corações e almas famintos
Vivemos só de fantasia.

sábado, 20 de março de 2010

Definição de sociedade

adrenalina, correndo fugindo
acelerando tudo sem rumo
tendando ir mais longe
ritmo frenético irrefreável

Energias ao limite do ser
Stress é menos que resfriado
Desgaste perdeu significado
Descanso para desocupado.

Agradeço pelo trabalho
duro de cada dia mais.
A hora extra que aumenta
o mínimo que não satisfaz.

A impotência na desgraça
a matança que passa
diante dos olhos infantes
sem que se possa sonhar

Esperança esmagada sob
o peso eterno do porvir
amanhecer sem ter certeza
se chegará o anoitecer

Cercados por falsa alegria
propagada em mil outdoors
que gritam saúde e paz
uma vida melhor, é só pagar.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Racionalizando o ser

atenção, apreciação, audição
Seres humanos requerem tanto
Quanto o ar que não pode faltar
Mas negam aos demais, no entanto

Acontece que ser egoista
É intrínseco, instintivo
Faz parte da competição
Ajuda a eliminar os fracos

Frascos e comprimidos para depressão
Um sorriso à beira da morte
Não! Nâo é nada, apenas fraqueza
Por que fica remoendo sofrimento
Poderia trabalhar, gerar conhecimento?

Claro, por que pensar nos problemas
Enqunto posso trabalhar e produzir?
Pra que servem as tais relações
Se podemos reduzir e comprimir?

Espremer, apertar, acelerar, esmagar
Aquele que passa por tudo isso
Sai vencedor lá no final
resta saber se existe prêmio

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Ajustando as lentes




Enchergar é tão intríseco
tal qual o respirar
Para quem tem os sentidos
Usa-los é quase obrigação

Mas desaprendemos a ajustar as lentes
Perdemos o foco do que realmente importa
Aquela impressão desfocada toma conta
E vira a boia salvavidas

Há quem morra sem enchergar além de si
Ou quem não consiga ver além do próximo
Aos primeiros chamamos egoístas
Os segundos, são santos

Fica fácil olhar a desgraça alheia
Fechar-se esconder a face
Sem ver-se no cerne do problema

Ou focar-se no alheio
Lutar por um mundo melhor
esquecendo de fazer parte dele

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Estereo tipo

estranho querer saber de tudo
mania da gente ter que entender
o que acontece o tempo todo
porque devemos assim ser?

Olhar e classificar, nomear
Enquadrar e padronizar o mundo
Padrões, usamos para tudo
E você, onde vai se encaixar?

Se escolher, uma opção abandonar
Não há volta, porque ser
É agora para sempre estar
Nem tente contestar

A inquietude de dominar
A ânsia de conhecer
A fome do saber
Por quê?

O mistério é infinito
O infinito é imensidão
A imensidão não limito
Assusta o coração

Preso nos conceitos
Nas formas retilíneas
Nas linhas contínuas
Só há preconceitos

domingo, 9 de agosto de 2009

In- Jaula


Todos os meus músculos contraídos
Todos os meus sonhos retraídos
O mundo gigante, à minha volta
Me enjaula e oprime

Por que me parece triste a guerra?
Por que me chocam os assassinatos?
O que há de vil, em um tiro?
Ou de ferino no preconceito?

As histórias infantis mesclam-se ao real
A fantasia impregna de horror surreal
Tão somente a face ruim, anti-heróis
Onde estão nossas esperanças?

Sonhar é um desafio, quando
Sorrir é tão doentio, enquanto
O mundo inteiro sofre tanto
Ainda assim, seguimos tentando

segunda-feira, 20 de julho de 2009

expulsando ideias revoltantantes e revoltadas

Engraçado esse mundo nosso
A sociedade que o humano ser criou
Algo misto entre ordem e desumanidade
O valor das coisas se mede com papel
O valor das pessoas também

Não sabes meu valor,
como não sei o vosso
Nunca terás o valor que imaginas
Por que não nasceu esperto,
cheio de maldade

A política dos sábios é agora um bordéu
Jamais deixa-se de lucrar para fazer o bem
Queria saber então
O que posso eu fazer
Ouvindo o mundo pedir paz

A hipocrizia reinar mordaz
Entra as nações o saber
Coberto pelo preconceito
Repleto do ódio infundamentalista

Planeta dos espertos
Mundo dos patetas
Nós os palhaços,
Qua ainda ousamos
Manter o brilho dos olhos
E continuamos a sonhar