Criei o espaço para publicar minhas idéias, digo poemas, apenas pensamentos espremidos até formarem versos. Puramente leigo, mais um diário que qualquer coisa.

Uma descrição do que passa por mim e do que fica, meu ponto de vista que é bastante restrito, desse tecido tão interessante, a alma humana.

Espero que apreciem a visita.


Todas as imagens são da internet e de propriedade dos respectivos sites.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Às voltas

Pra falar de todos os temas
que agitam e bagunçam idéias
o tal do senso comum é desses
que me deixam perdida do rumo.

Amigos pra ter sorrisos
alegria é um obrigação
bebida pra desinibição
as roupas pra exibição

Coisas que não cabem
um padrão tão estreito
feito salto bem alto
espartilho bem justo

Conversa boa é bobagem
aquele papo bom mesmo?
só partindo pra fuleragem
no outro oposto, o cult.

Partido político é time
joga junto e vive junto
E futebol é vício mesmo
vale mais que uma vida.

Por que ter uma conversa
se agora não estou no bar?
Ser amigo do ninguém, não
só os top pra relações.

Isso é tudo tão estúpido
A mim parece tão óbvio
Mas quando olho longe
Me vejo aí nisso tudo.

sábado, 24 de julho de 2010

Azul ou vermelho?

A graça de um sorriso
o gozo de um sentido
Acompanhar o sol nascer
Comprar que se quer ter.

Tudo tão distinto e igual
São essas coisas tão comuns
Tão maravilhoso quão banal
Mexem na alma de alguns.

Sem receita e sem remédio
coisas são boas ou coisas
basta que se lhes aplique
um significado adequado

Não há um caminho errado
basta que o gosto fique
um fio de personalidade
que antes era inédito.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Apenas resmungos

Tanta gente ocupada no futebol
preocupada com alguma novela
Tanto para ver, o que comprar?
Será que já tem algo novo?

O monstro que gera desejo
que alimenta muitos sonhos
Também inventa mais alguns
para que se queira mais.

O que é meia dúzia com nada
se um tem milhões de dúzias?
Mas isso é antigo, sabido
mudou a responsabilidade.

Reis e governadores respondiam
tratavam com o povo em fúria
ainda que com o pão e circo
pessoas reagiam e cobravam.

Agora é fora da moda, cliche
Protestar da tanto trabalho
E sem trabalho estão muitos
Por que então reclamar, não?

Por que se tratar um câncer
se ele vai aparecer em anos
e agora eu tenho um resfriado
horrível, realmente incômodo.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Livin circles

When the things go that bad
And every thot are flying
To look inside is so dificult
You´ve just take a wave, let go.

Have Some One, than will be
looking every times the storm
With diferent names or faces
All hope and goodnes, waiting.

If you need a time to prove
Take all you need, He wait
to help if you only permit it
He have time, you maybe.

This big mass inside
could be more bigger,
and you´ve be smaller
so stop prove, solve.

Who say the life is cicle?
Cicle look like a circle
Life look like a line, big
and full of up and downs
That is just like a hart hit.

sábado, 17 de julho de 2010

Um cotovelo ferido

Por vezes aquela criança que temos
que se mantém por toda vida ativa,
resolve brincar conosco, inocente
dos estragos que pode provocar.

Uma dor infame torna a assaltar
meu coração, infame a aprontar
desta vez, o doce dura tão pouco
o compromisso alheio ele ignora

Basta um olhar ou um sorriso
Tem ele domado, fez-se cativo
Tamanha inocência é frustrante
como viver eternamente infante?

Saber e querer são distintos
tão opostos como preto e branco
Não há solução melhor que tempo
Nem vazio maior que a ausência.

sábado, 3 de julho de 2010

Céu de tormenta

A noite silencia, com todo ruído
o calor de verão acaricia incômodo
tudo é inquietante em movimento
contraste com o céu inteiro púrpura

O brilho da lua todo encoberto
aquela quebra de calor tão intenso
o silêncio esboça mostrar-se então
tudo diminui de intensidade, calor

umidade sufocante, a terra aguarda
o cheiro de relva verde aquecida
os ruídos aguçados pela temperatura
olhos e antenas focados, premiados

Vastidão aquosa derramada em fúria
a verter das nuvens no rasgar do raio
a luz ofusca o alívio temporário
o bálsamo derramado entre trovoadas.
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