Criei o espaço para publicar minhas idéias, digo poemas, apenas pensamentos espremidos até formarem versos. Puramente leigo, mais um diário que qualquer coisa.

Uma descrição do que passa por mim e do que fica, meu ponto de vista que é bastante restrito, desse tecido tão interessante, a alma humana.

Espero que apreciem a visita.


Todas as imagens são da internet e de propriedade dos respectivos sites.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Ajustando as lentes




Enchergar é tão intríseco
tal qual o respirar
Para quem tem os sentidos
Usa-los é quase obrigação

Mas desaprendemos a ajustar as lentes
Perdemos o foco do que realmente importa
Aquela impressão desfocada toma conta
E vira a boia salvavidas

Há quem morra sem enchergar além de si
Ou quem não consiga ver além do próximo
Aos primeiros chamamos egoístas
Os segundos, são santos

Fica fácil olhar a desgraça alheia
Fechar-se esconder a face
Sem ver-se no cerne do problema

Ou focar-se no alheio
Lutar por um mundo melhor
esquecendo de fazer parte dele

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Ao contrário

o branco

a cor da pureza, ou do vazio?

o preto

a cor da tristeza, ou do céu?

Não estivesse o céu colorido
desapercebidas passariam
todas as alvas nuvens

Sem o escurecer da noite
não poderíamos perceber
o lindo brilho das estrelas

Nem cinza, ou matiz
nem meio termo ou aproximação
preto no branco
vice-versa
vermelho e verde
azul e amarelo

oposição não é contradição
contradizer é opor-se
opor-se é questionar
questionar é pensar
penso logo...

me oponho.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Sob consciência



Cada animal humano usa
sua melhor capa pra sair
vestidos de personalidade
andam a procura desvairada
da tão almejada felicidade

Uns equecem de buscar
prenden-se no vestir
tanto que tentam aparentar
nem sabem mais sorrir
a alma corroída em tentar
ganhar, vencer, ganhar...

Outros deixam de vestir
mostram sua escura face
deixam os intintos fluir
procurando só querer
esqueceram o que são
nem sabem o que buscar...

Há quem queira viver
sem a ninguém ofender
usar o instinto pra saber
a hora de sua capa vestir
ou expor suas presas
esses acertam e erram
mas mantem a essência
da Energia primeira
que a tudo criou do pó
e para lá, faz retornar.

Porque matéria sem Energia é caos.
Energia sem matéria é potencial.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Na Sombra



Pensando baixo, calando meu som
Sorrisos soltos sob o sol
Manter a paz em meio ao turbilhão
Vivendo à sombra entre multidão

Eu silencio para não perturbar
O mundo perfeito, deixar rodar
Não tirar da órbita, perfeita
Distraio-me a observar tudo mudar

Impressionante, como tudo gira
Indo e vindo sem parar, mudando
As coisas são fluidas e plásticas
Não existe vida em estática

Me descubro parada, observando
Sem brilhar, sem sentir, sem tentar
Sem cair, machucar ou ferir
Sem querer, deixei de existir!

Ao sol sair e a vida sorrir
Arrulhar e cantar, comemorando
Porque vivo e sigo em frente
Ainda respirando e sonhando!

sábado, 26 de setembro de 2009

Devaneio em sonho



Mergulhei fundo pra fugir da realidade
Me perdi em pensamentos e verdades
Misturando fantasias da minha vontade
Até estar afogada em tantas saudades

Minha cabeça encontrou enfim
Fui com tudo na tal da verdade
Machuquei feio, meu ego assim
A esperança, perdida na queda

Quem mandou resgatar-me assim?
Quando disse que era pra ter fim?
Por que não ter direito a sonhar,
Quando se quer, tão somente, amar

O mundo é pequeno comparado a vida
O amor é único, não se tem medida
O sonho é tesouro absoluto, sem valor
Inestimável sempre que houver amor.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Ternura


Doce carícia desprovida de desejo
Um toque, um abraço, um beijo
Sentimento suave, tal é a brisa
Precede os demais bons afetos

Puro, é singelo como a flor do campo
Belo por tamanha intensidade
Que se transmite no olhar
Brilho suave e encantado

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Silêncio

Quão raro quão sereno
tão tranquilo e tão ameno
Na correria diária, agitação
Movimentação contínua, multidão

São Momentos difíceis e puros
Fecho os olhos e apenas desfruto
Sem som, grito, ruido ou canção
Otão belo e sábio silêncio

As idéias se fazem tranquilas
Minha alma sente-se em paz
O corpo regozija e se deixa sentir

O coração, esse ainda temborila
Quando cala-se por ser incapaz
Em tamanho êxtase, não fazer-se ouvir

sábado, 5 de setembro de 2009

À medo, sigo amando



Na sombra do passado me refugio
Do presente, mantenho-me esquiva
Ofuscado fico, sob o tremeluzir do futuro


Olhar a tristeza sofrida, me comove
Derramada então, em autopiedade
Assisto sanar, da paixão a ferida

Evito a todo custo, o presente acontecer
Sem sucesso, torno a me aborrecer
Parece o tédio inundar-me a alma

O que fazer, para não voltar a viver
sofrer, sorrir, chorar a beleza,
complexa e profunda, o amor?

No brilho de um olhar, o mistério
O sorriso encantado, enleva
As palavras, voam ao coração

Acelerando o pulso, sorriso
Dilata a pupuila, conversa
Suando frio, aquele olhar.

A magia completa-se, é isso
Para toda a fantasia, não cessa
Para toda a felicidade, até acabar...

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Estereo tipo

estranho querer saber de tudo
mania da gente ter que entender
o que acontece o tempo todo
porque devemos assim ser?

Olhar e classificar, nomear
Enquadrar e padronizar o mundo
Padrões, usamos para tudo
E você, onde vai se encaixar?

Se escolher, uma opção abandonar
Não há volta, porque ser
É agora para sempre estar
Nem tente contestar

A inquietude de dominar
A ânsia de conhecer
A fome do saber
Por quê?

O mistério é infinito
O infinito é imensidão
A imensidão não limito
Assusta o coração

Preso nos conceitos
Nas formas retilíneas
Nas linhas contínuas
Só há preconceitos

domingo, 23 de agosto de 2009

observar


Tudo se diz, pode ser visto ao olhar
Nada do que há sob a luz é claro
Mas quando tenta prescutar
almas, sentimentos e misterios
Quem os poderia observar?
Diga-me onde achar a cor
da felicidade, do ódio, do amor
Com que se parece a cobiça, a inveja
Que monstro então não seriam?
A beleza de conhecer alguém
Tatear no obscuro de uma mente
Procurando trilhas conhecidas
Caminhos que possamos seguir
Para dividir-mos experiências
Trocando confidências, carencias
Relacionar-se com outrém
Tem todo um encanto, um porém
A magica de ver o invisível
Cheirar o insensível
Apalpar feridas intocáveis
Suturar hemorragias inalcançáveis
Sossegar o fogo instável, inconstante
A alma humana é tão bela
Tão poética e cheia de mistério
Um mundo cheio do belo
O pode ser horrível império
Constrói-se lentamente
Mas pode destruír-se num instante
Não obstante, sufocar, amar, sentir
Mudar, transformar, viver!

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Imaginação

é um dom, ou uma habilidade?
sei que é humana faculdade
o fascinante poder de imaginar
a magica de de inventar

pensar alem do que se ve
enxergar possibilidades irreais
montar idéias originais
pensamentos inéditos

sonhar e delirar ém possibilidades
probabilidades inviáveis, confortáveis
impossíveis ou inalcançáveis

mantem o coração seguro
enqunto seguimos nosso caminho
guardamo-nos de pedra e espinho

Sentimento


O sentimento mais humano
A mais vital das amoções
A ambição.
O desejo.

São combustível de toda ação
Assim é ser o humano ser.
Nunca mover-se por mover
Não apenas bem querer

Pois no íntimo somos dependentes
Todos somos carentes
Seja de carinho, afeto
Comida, abrigo ou cria.

Assim se faz assim se vive
O que é ser solidário
Senão garantir vida ao ser
O mesmo humano que somos?

São os interesses que regem
Todas as ações e emoções
Reagimos em nosso favor
Somos apenas corações.

domingo, 9 de agosto de 2009

In- Jaula


Todos os meus músculos contraídos
Todos os meus sonhos retraídos
O mundo gigante, à minha volta
Me enjaula e oprime

Por que me parece triste a guerra?
Por que me chocam os assassinatos?
O que há de vil, em um tiro?
Ou de ferino no preconceito?

As histórias infantis mesclam-se ao real
A fantasia impregna de horror surreal
Tão somente a face ruim, anti-heróis
Onde estão nossas esperanças?

Sonhar é um desafio, quando
Sorrir é tão doentio, enquanto
O mundo inteiro sofre tanto
Ainda assim, seguimos tentando

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Amor em cor


Hoje acordei meio, assim...

com o sol brilhando amarelo
Como se sorrindo pra mim
Todos os pássaros cantando
Estavam me saudando!


Todas as flores de todas as cores
Borboletas em muitos matizes
O céu azul, de todas nuances
Todos a agraciar meus olhos!


Minha alegria derramava
Cor e som, luz e alegria
Mas porque tal coisa
Assim sem mais, ocorreria?


Ora não estivesse eu amando
Jamais assim me sentiria
Quem ama conhece o céu
Encontra paz e alegria


Por que todos os poetas
Ao amor reverenciam
Entragam-se à cantá-lo
Sem mesuras para senti-lo?


Pois amar é viver
Sem amor a vida é vazia
O caminho é longo
Os dias demorados


Amar é ser um só em dois
ser dois sendo um
encaixar o preto e branco
Sem espaços, sem arestas

sábado, 1 de agosto de 2009

luar tão belo


Que tem de tão especial,
tal globo branco celestial?
Reverenciam-no os poetas
Enamoram-se os apaixonados
Alteram-se as marés, e as mulheres

Tão próximo e tão distante
Revelando-se sob distintas formas
Volúvel e constante
É misterioso, constante
esse tal de luar.

Ah, o mistério! tão encantador
Este que sempre move o ser
O interesse pelo novo
A curiosidade do desconhecido
Ímã poderoso da alma
Sempre queremos desbravar

Sim o misterio do luar
A luz tão singela
De um satélite tão pequeno
Que move a Terra em seu lugar
Rege as marés, as colheitas
E claro, as mulheres...

segunda-feira, 27 de julho de 2009

amigos - feito no dia do amigo, para os meus amigões.


Amigo não tem dia
Não tem tempo, nem idade
Amigo é pra tempo ruim e tempo bom
E amigo mesmo passando a eternidade!
Amigo é um ser presente
Uma extensão do coração
Um ser com cara de gente
Mas com jeito de anjo
Amigo é perfeito
Mesmo insuportável
Amigo é aquele que
Consegue ser insuperável
Amigo ta lá pra dizer oi
Aguentar uma choradeira
Curar aquele porre
Ou só curtir um tempo de bobeira

segunda-feira, 20 de julho de 2009

expulsando ideias revoltantantes e revoltadas

Engraçado esse mundo nosso
A sociedade que o humano ser criou
Algo misto entre ordem e desumanidade
O valor das coisas se mede com papel
O valor das pessoas também

Não sabes meu valor,
como não sei o vosso
Nunca terás o valor que imaginas
Por que não nasceu esperto,
cheio de maldade

A política dos sábios é agora um bordéu
Jamais deixa-se de lucrar para fazer o bem
Queria saber então
O que posso eu fazer
Ouvindo o mundo pedir paz

A hipocrizia reinar mordaz
Entra as nações o saber
Coberto pelo preconceito
Repleto do ódio infundamentalista

Planeta dos espertos
Mundo dos patetas
Nós os palhaços,
Qua ainda ousamos
Manter o brilho dos olhos
E continuamos a sonhar


terça-feira, 14 de julho de 2009

vida é movimento


Vento que voa veloz
Volúvel sempre a soprar
Somos todos um pouco de vento
Mentes sempre a pensar
Movimento inerente ao ser
Existir sem poder parar
Mudamos sempre ao respirar
Estamos vivos por assim estar
Ser estagnado, sente a dor
Paralizado faltando o sentido
Sem som, voz ou cor
morte, decompõe-se a dor
multiplicando ondas de sentimento
Gerando doce movimento
Em busca de sentir outra vez,
Movimento
num bater de asas
num bater de palmas
num bater de coração.

domingo, 12 de julho de 2009

espontâneo

O poema é o som da alma
Revelando alegrias e dores
Dentretantos desejos e amores
a emoção que se materializa
Na forma de quadro, poema ou canção

Cada verbo se faz matiz
Substantivos seriam as cores
Adverbios mostram espinhos, ou flores
Dentre cada momento que se realiza
Mas sempre um retrato de um coração.
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