Criei o espaço para publicar minhas idéias, digo poemas, apenas pensamentos espremidos até formarem versos. Puramente leigo, mais um diário que qualquer coisa.

Uma descrição do que passa por mim e do que fica, meu ponto de vista que é bastante restrito, desse tecido tão interessante, a alma humana.

Espero que apreciem a visita.


Todas as imagens são da internet e de propriedade dos respectivos sites.

domingo, 3 de abril de 2011

E quero

Ser a chama que trespassa
vento morno que enleva
A palavra decidida e final

O esgar de dor o nascer a cria
o grito de dor e lágrima morna
essa chama ardente de fúria

Sedução em misto de penúria
A briga regada de compreensão
dualidade extremada em carne

Aquela que sente acima de tudo
que é tantas coisas em um corpo
essa doçura disfarçada em fel

Quero ser isso tudo, tanto
sendo apenas um ser como outras
essa maravilha de ser mulher

sexta-feira, 25 de março de 2011

Sintonizando

O seu sorriso perfeito
som do seu riso a soar
Tira meu tom, transforma
troando no ar tilititar

Cor desse olhar, cintilar
condena-me a contemplar
abraço aperdado, antecipa
aguardado beijo almiscarado

Algo no tom do teu corpo
vibrou a corda do coração
frequência gêmea da canção
Ondas opostas gerando som

O medo dissipa no teu aperto
O calor aquece meus temores
tudo suspenso num fio tênue

O balanço da maré, a lua
Um poema perdido no vento
Teu coração em movimento

segunda-feira, 21 de março de 2011

Perdida nesse espaço avesso

A poeira varrida, sob o tapete
a máscara grudada sobre a face
uma dor coberta de sorriso
paradoxo eterno e compatível

Um sociavel ser, é dissonante
no todo mas de igual essência
confuso e caótico, ordenado
sonhando ideais, pré-concebidos

Perdido vagando numa Via branca
a deriva como um grão de pó
mascarando sua enorme pequenez
em monumentais engenhocas, é só

Trocar a segurança por liberdade,
a liberdade por proteção, o medo...
Trocar o certo por várias dúvidas
solidariedade por responsabilidade

O respeito tornou-se lei, penalidade
Educação merece premio, é raridade
a confiança ganha hoje tem validade
essa antiga ladainha não tem idade.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

A depressão, o medo, o lado azul




O que se pode dizer que descreva
claro como a luz que me ofusca
tamanha consciência da ilusão
Uma pureza de alma e espírito
Assombro macabro de todo vazio

Esse mistério simples e claro
Paralelo intrínseco com existir
essa dor insensível, conhecer
O singelo toque do que cerca

Essa luz ofuscante, fugimos
Corremos com toda vontade
Tememos tanto a esse instante
Bem mais doloroso que morte.

O desespero dissolvido que é
em si a essência da antítese
de toda a esperança, da fé.

A tudo que buscamos, possuímos
sumo de tudo que agrada a alma
no só momento, a sós destruímos.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Enlevo

A luz desses olhos me prende
embalada na ternura do sorriso
envolta de um sede infindável
inflamável com um só gesto

Perdida nesse presente
eterno momento de gozo
suavidade e selvageria
completamente imperfeito

Benção única e singular
carma unilateral, se só
Uma chance em milhões
Milagre comum dos dias

domingo, 16 de janeiro de 2011

Vertigens

Vácuo constante, o pensamento
em um voo tangendo a realidade
passa além do normal e transpassa
qualquer velocidade, antinatural

Nada escapa e tudo é percebido
em níveis extremos, do processar
amarrando as idéias sempre a voar
preso no azul eterno, céu infinito

A distância é tanta, de seu próximo
a solidão palpável pesa às costas
dominando as alturas, sem direção
nenhum caminho, nem obrigação.

Tão longe da superfície sempre
fora de toda regra, fugidio
uma sombra brilhante no céu
a árvore que tomba na floresta.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Livro

De asas diversas em papel cartonado
faço minhas avesinhas, todas elas
devoro o vôo, breve ou longínquo

Sejam aves emplumadas coloridas
ou pequenos pombos cinzentos
ainda que sejam muito antigos

Cada um traz consigo segredos
histórias e estórias inventadas
lembranças de vidas passadas

Essa mágica sem forma definida
que se faz musical e colorida
embala-me sempre com enlevo

Imagino o começo, um certo dia
formas no barro, idéias em forma
o arranhar do papiro, a prensa
os tipos todos impressos, na tela.