Essa massa plástica e convulsa
que torna e distorce sobre si
trata de desvendar mistérios
gerando novos caminhos e entendimento
tudo tão tênue e tão precário
uma sobra de matéria que se faz idéia
essa mesma plástica dura como rocha
fixa-se e transtorna, sem deixar ir
Esse pensar metódico desmesurado
o medo de tudo formar-se errado
paixão que arde em dúvida
amor que renova-se todos os dias
o vento que troca de direção
qual é a mão que opera estes milagres?
Massa constante de suas inconstâncias
no vagar nessa órbita irremediável
tentando achar rumo no inexorável caminho
uma vontade tão forte que molda
a cada passo um pouco mais resistente
até que nada aguente e desfaça
em quantos pedaços couber essa mente
Criei o espaço para publicar minhas idéias, digo poemas, apenas pensamentos espremidos até formarem versos. Puramente leigo, mais um diário que qualquer coisa.
Uma descrição do que passa por mim e do que fica, meu ponto de vista que é bastante restrito, desse tecido tão interessante, a alma humana.
Espero que apreciem a visita.
Espero que apreciem a visita.
Todas as imagens são da internet e de propriedade dos respectivos sites.
domingo, 10 de abril de 2011
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Com esses meus olhos
Em tempos de distração, perco
a vista para o mundo lá fora
me embalo com a beleza do que vejo
sorrisos soltos e conversas fragmentadas
vento nos cabelos e risadas
um abraço, um beijo
Essas janelas de minh´alma se esquecem
e param no tempo a contemplar
vida pulsante, instantes
a beleza intrínseca de todas as coisas
com ou sem um plano definido
fazendo ou não completo sentido
sinto-as todas como se visse um filme
minha inocência de menina admira
e reverencia a pureza do ser
fazendo-se verbo, presente e futuro
a vista para o mundo lá fora
me embalo com a beleza do que vejo
sorrisos soltos e conversas fragmentadas
vento nos cabelos e risadas
um abraço, um beijo
Essas janelas de minh´alma se esquecem
e param no tempo a contemplar
vida pulsante, instantes
a beleza intrínseca de todas as coisas
com ou sem um plano definido
fazendo ou não completo sentido
sinto-as todas como se visse um filme
minha inocência de menina admira
e reverencia a pureza do ser
fazendo-se verbo, presente e futuro
domingo, 3 de abril de 2011
E quero
Ser a chama que trespassa
vento morno que enleva
A palavra decidida e final
O esgar de dor o nascer a cria
o grito de dor e lágrima morna
essa chama ardente de fúria
Sedução em misto de penúria
A briga regada de compreensão
dualidade extremada em carne
Aquela que sente acima de tudo
que é tantas coisas em um corpo
essa doçura disfarçada em fel
Quero ser isso tudo, tanto
sendo apenas um ser como outras
essa maravilha de ser mulher
vento morno que enleva
A palavra decidida e final
O esgar de dor o nascer a cria
o grito de dor e lágrima morna
essa chama ardente de fúria
Sedução em misto de penúria
A briga regada de compreensão
dualidade extremada em carne
Aquela que sente acima de tudo
que é tantas coisas em um corpo
essa doçura disfarçada em fel
Quero ser isso tudo, tanto
sendo apenas um ser como outras
essa maravilha de ser mulher
sexta-feira, 25 de março de 2011
Sintonizando
O seu sorriso perfeito
som do seu riso a soar
Tira meu tom, transforma
troando no ar tilititar
Cor desse olhar, cintilar
condena-me a contemplar
abraço aperdado, antecipa
aguardado beijo almiscarado
Algo no tom do teu corpo
vibrou a corda do coração
frequência gêmea da canção
Ondas opostas gerando som
O medo dissipa no teu aperto
O calor aquece meus temores
tudo suspenso num fio tênue
O balanço da maré, a lua
Um poema perdido no vento
Teu coração em movimento
som do seu riso a soar
Tira meu tom, transforma
troando no ar tilititar
Cor desse olhar, cintilar
condena-me a contemplar
abraço aperdado, antecipa
aguardado beijo almiscarado
Algo no tom do teu corpo
vibrou a corda do coração
frequência gêmea da canção
Ondas opostas gerando som
O medo dissipa no teu aperto
O calor aquece meus temores
tudo suspenso num fio tênue
O balanço da maré, a lua
Um poema perdido no vento
Teu coração em movimento
segunda-feira, 21 de março de 2011
Perdida nesse espaço avesso
A poeira varrida, sob o tapete
a máscara grudada sobre a face
uma dor coberta de sorriso
paradoxo eterno e compatível
Um sociavel ser, é dissonante
no todo mas de igual essência
confuso e caótico, ordenado
sonhando ideais, pré-concebidos
Perdido vagando numa Via branca
a deriva como um grão de pó
mascarando sua enorme pequenez
em monumentais engenhocas, é só
Trocar a segurança por liberdade,
a liberdade por proteção, o medo...
Trocar o certo por várias dúvidas
solidariedade por responsabilidade
O respeito tornou-se lei, penalidade
Educação merece premio, é raridade
a confiança ganha hoje tem validade
essa antiga ladainha não tem idade.
a máscara grudada sobre a face
uma dor coberta de sorriso
paradoxo eterno e compatível
Um sociavel ser, é dissonante
no todo mas de igual essência
confuso e caótico, ordenado
sonhando ideais, pré-concebidos
Perdido vagando numa Via branca
a deriva como um grão de pó
mascarando sua enorme pequenez
em monumentais engenhocas, é só
Trocar a segurança por liberdade,
a liberdade por proteção, o medo...
Trocar o certo por várias dúvidas
solidariedade por responsabilidade
O respeito tornou-se lei, penalidade
Educação merece premio, é raridade
a confiança ganha hoje tem validade
essa antiga ladainha não tem idade.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
A depressão, o medo, o lado azul

O que se pode dizer que descreva
claro como a luz que me ofusca
tamanha consciência da ilusão
Uma pureza de alma e espírito
Assombro macabro de todo vazio
Esse mistério simples e claro
Paralelo intrínseco com existir
essa dor insensível, conhecer
O singelo toque do que cerca
Essa luz ofuscante, fugimos
Corremos com toda vontade
Tememos tanto a esse instante
Bem mais doloroso que morte.
O desespero dissolvido que é
em si a essência da antítese
de toda a esperança, da fé.
A tudo que buscamos, possuímos
sumo de tudo que agrada a alma
no só momento, a sós destruímos.
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