Criei o espaço para publicar minhas idéias, digo poemas, apenas pensamentos espremidos até formarem versos. Puramente leigo, mais um diário que qualquer coisa.

Uma descrição do que passa por mim e do que fica, meu ponto de vista que é bastante restrito, desse tecido tão interessante, a alma humana.

Espero que apreciem a visita.


Todas as imagens são da internet e de propriedade dos respectivos sites.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

A depressão, o medo, o lado azul




O que se pode dizer que descreva
claro como a luz que me ofusca
tamanha consciência da ilusão
Uma pureza de alma e espírito
Assombro macabro de todo vazio

Esse mistério simples e claro
Paralelo intrínseco com existir
essa dor insensível, conhecer
O singelo toque do que cerca

Essa luz ofuscante, fugimos
Corremos com toda vontade
Tememos tanto a esse instante
Bem mais doloroso que morte.

O desespero dissolvido que é
em si a essência da antítese
de toda a esperança, da fé.

A tudo que buscamos, possuímos
sumo de tudo que agrada a alma
no só momento, a sós destruímos.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Enlevo

A luz desses olhos me prende
embalada na ternura do sorriso
envolta de um sede infindável
inflamável com um só gesto

Perdida nesse presente
eterno momento de gozo
suavidade e selvageria
completamente imperfeito

Benção única e singular
carma unilateral, se só
Uma chance em milhões
Milagre comum dos dias

domingo, 16 de janeiro de 2011

Vertigens

Vácuo constante, o pensamento
em um voo tangendo a realidade
passa além do normal e transpassa
qualquer velocidade, antinatural

Nada escapa e tudo é percebido
em níveis extremos, do processar
amarrando as idéias sempre a voar
preso no azul eterno, céu infinito

A distância é tanta, de seu próximo
a solidão palpável pesa às costas
dominando as alturas, sem direção
nenhum caminho, nem obrigação.

Tão longe da superfície sempre
fora de toda regra, fugidio
uma sombra brilhante no céu
a árvore que tomba na floresta.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Livro

De asas diversas em papel cartonado
faço minhas avesinhas, todas elas
devoro o vôo, breve ou longínquo

Sejam aves emplumadas coloridas
ou pequenos pombos cinzentos
ainda que sejam muito antigos

Cada um traz consigo segredos
histórias e estórias inventadas
lembranças de vidas passadas

Essa mágica sem forma definida
que se faz musical e colorida
embala-me sempre com enlevo

Imagino o começo, um certo dia
formas no barro, idéias em forma
o arranhar do papiro, a prensa
os tipos todos impressos, na tela.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Flor de estufa

A sensibilidade típica, me é extremada
nascida em estufa, protegida e cuidada
toda paixão que é tórrida, me derruba
o amor é um sol de verão extenuante
mas a solidão continuada esse inverno
não deixa que brotem minhas pétalas
Esse paradoxo constante, gratuito.

Fugir da cadeia, deixar ser levada
mudar de forma e tornar-me adaptada
essa natureza extrema sempre em fuga
explosões momentâneas, sim vibrantes
seguidas de pavor completo e interno
faz arrefecer a alma e fechar sépalas
para que volte a explodir, fortuito.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Solitário

Um brilhante bruto e incluso
retraído na própria essência
descabido em pureza protegido
envolto em rocha bruta escura.

Com o devido polimento,
depois de muito tormento
uma jóia, raro ornamento
seria esse seu intento?

Flor belíssima, lírio
surgido em lugar remoto
arrancado para servir
ao belíssimo arranjo.

Toda beleza realçada
toda natureza forçada
essa busca perfeita
de toda obra inacabada.

Solidão

É a minha loucura que mantém
plena minha sanidade, é fato
sem medo de negar, a origem
de todo o erro é preocupação

Desorientado senso, resignação
acostumar-se a cumprir o dever
a essa horrível convivência
o social depressor do racional

Medo terrível de diferir
tantas regras a servir
as razões para definir
nem pensar, é só seguir.