o branco
a cor da pureza, ou do vazio?
o preto
a cor da tristeza, ou do céu?
Não estivesse o céu colorido
desapercebidas passariam
todas as alvas nuvens
Sem o escurecer da noite
não poderíamos perceber
o lindo brilho das estrelas
Nem cinza, ou matiz
nem meio termo ou aproximação
preto no branco
vice-versa
vermelho e verde
azul e amarelo
oposição não é contradição
contradizer é opor-se
opor-se é questionar
questionar é pensar
penso logo...
me oponho.
Criei o espaço para publicar minhas idéias, digo poemas, apenas pensamentos espremidos até formarem versos. Puramente leigo, mais um diário que qualquer coisa.
Uma descrição do que passa por mim e do que fica, meu ponto de vista que é bastante restrito, desse tecido tão interessante, a alma humana.
Espero que apreciem a visita.
Espero que apreciem a visita.
Todas as imagens são da internet e de propriedade dos respectivos sites.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Sob consciência

Cada animal humano usa
sua melhor capa pra sair
vestidos de personalidade
andam a procura desvairada
da tão almejada felicidade
Uns equecem de buscar
prenden-se no vestir
tanto que tentam aparentar
nem sabem mais sorrir
a alma corroída em tentar
ganhar, vencer, ganhar...
Outros deixam de vestir
mostram sua escura face
deixam os intintos fluir
procurando só querer
esqueceram o que são
nem sabem o que buscar...
Há quem queira viver
sem a ninguém ofender
usar o instinto pra saber
a hora de sua capa vestir
ou expor suas presas
esses acertam e erram
mas mantem a essência
da Energia primeira
que a tudo criou do pó
e para lá, faz retornar.
Porque matéria sem Energia é caos.
Energia sem matéria é potencial.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Na Sombra

Pensando baixo, calando meu som
Sorrisos soltos sob o sol
Manter a paz em meio ao turbilhão
Vivendo à sombra entre multidão
Eu silencio para não perturbar
O mundo perfeito, deixar rodar
Não tirar da órbita, perfeita
Distraio-me a observar tudo mudar
Impressionante, como tudo gira
Indo e vindo sem parar, mudando
As coisas são fluidas e plásticas
Não existe vida em estática
Me descubro parada, observando
Sem brilhar, sem sentir, sem tentar
Sem cair, machucar ou ferir
Sem querer, deixei de existir!
Ao sol sair e a vida sorrir
Arrulhar e cantar, comemorando
Porque vivo e sigo em frente
Ainda respirando e sonhando!
sábado, 26 de setembro de 2009
Devaneio em sonho

Mergulhei fundo pra fugir da realidade
Me perdi em pensamentos e verdades
Misturando fantasias da minha vontade
Até estar afogada em tantas saudades
Minha cabeça encontrou enfim
Fui com tudo na tal da verdade
Machuquei feio, meu ego assim
A esperança, perdida na queda
Quem mandou resgatar-me assim?
Quando disse que era pra ter fim?
Por que não ter direito a sonhar,
Quando se quer, tão somente, amar
O mundo é pequeno comparado a vida
O amor é único, não se tem medida
O sonho é tesouro absoluto, sem valor
Inestimável sempre que houver amor.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Ternura
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Silêncio
Quão raro quão sereno
tão tranquilo e tão ameno
Na correria diária, agitação
Movimentação contínua, multidão
São Momentos difíceis e puros
Fecho os olhos e apenas desfruto
Sem som, grito, ruido ou canção
Otão belo e sábio silêncio
As idéias se fazem tranquilas
Minha alma sente-se em paz
O corpo regozija e se deixa sentir
O coração, esse ainda temborila
Quando cala-se por ser incapaz
Em tamanho êxtase, não fazer-se ouvir
tão tranquilo e tão ameno
Na correria diária, agitação
Movimentação contínua, multidão
São Momentos difíceis e puros
Fecho os olhos e apenas desfruto
Sem som, grito, ruido ou canção
Otão belo e sábio silêncio
As idéias se fazem tranquilas
Minha alma sente-se em paz
O corpo regozija e se deixa sentir
O coração, esse ainda temborila
Quando cala-se por ser incapaz
Em tamanho êxtase, não fazer-se ouvir
sábado, 5 de setembro de 2009
À medo, sigo amando

Na sombra do passado me refugio
Do presente, mantenho-me esquiva
Ofuscado fico, sob o tremeluzir do futuro
Olhar a tristeza sofrida, me comove
Derramada então, em autopiedade
Assisto sanar, da paixão a ferida
Evito a todo custo, o presente acontecer
Sem sucesso, torno a me aborrecer
Parece o tédio inundar-me a alma
O que fazer, para não voltar a viver
sofrer, sorrir, chorar a beleza,
complexa e profunda, o amor?
No brilho de um olhar, o mistério
O sorriso encantado, enleva
As palavras, voam ao coração
Acelerando o pulso, sorriso
Dilata a pupuila, conversa
Suando frio, aquele olhar.
A magia completa-se, é isso
Para toda a fantasia, não cessa
Para toda a felicidade, até acabar...
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