O bendito ser que pode colocar
luz nos meus olhos, enormes asas
nos meus pensamentos mais coloridos
acelera meu coração com um só toque
faz arrepiar aos cabelos na nuca
tem os braços mais quentes do planeta
o som musical que discorre sempre
como se tudo soubesse e de tudo visse
que é belo sem tentar sê-lo
esse que devora com um olhar mais longo
despe-me com um pensamento e toma
minha alma inteira num beijo
com a maior paciência do mundo
aceita todo comentário sem graça
e sabe ficar em silêncio quando
toda tormenta deste coração rompe.
Ser em extinção nessa era descartável
onde hoje se tem o que amanhã é nada
o desejo é só que importa nesse vazio
fome de liberdade infinita, inexorável
esquecida das prisões do amor
o traumático cárcere de comprometer
sua palavra com único ser.
Se me encontrares toma-me com fúria
enfrenta minhas recusas todas e
derruba o muro forte do desdém
e não largues assim tão fácil
serei eternamente grata, e apaixonada.
Criei o espaço para publicar minhas idéias, digo poemas, apenas pensamentos espremidos até formarem versos. Puramente leigo, mais um diário que qualquer coisa.
Uma descrição do que passa por mim e do que fica, meu ponto de vista que é bastante restrito, desse tecido tão interessante, a alma humana.
Espero que apreciem a visita.
Espero que apreciem a visita.
Todas as imagens são da internet e de propriedade dos respectivos sites.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
domingo, 10 de abril de 2011
Um modelo, um molde, que navega a esmo
Essa massa plástica e convulsa
que torna e distorce sobre si
trata de desvendar mistérios
gerando novos caminhos e entendimento
tudo tão tênue e tão precário
uma sobra de matéria que se faz idéia
essa mesma plástica dura como rocha
fixa-se e transtorna, sem deixar ir
Esse pensar metódico desmesurado
o medo de tudo formar-se errado
paixão que arde em dúvida
amor que renova-se todos os dias
o vento que troca de direção
qual é a mão que opera estes milagres?
Massa constante de suas inconstâncias
no vagar nessa órbita irremediável
tentando achar rumo no inexorável caminho
uma vontade tão forte que molda
a cada passo um pouco mais resistente
até que nada aguente e desfaça
em quantos pedaços couber essa mente
que torna e distorce sobre si
trata de desvendar mistérios
gerando novos caminhos e entendimento
tudo tão tênue e tão precário
uma sobra de matéria que se faz idéia
essa mesma plástica dura como rocha
fixa-se e transtorna, sem deixar ir
Esse pensar metódico desmesurado
o medo de tudo formar-se errado
paixão que arde em dúvida
amor que renova-se todos os dias
o vento que troca de direção
qual é a mão que opera estes milagres?
Massa constante de suas inconstâncias
no vagar nessa órbita irremediável
tentando achar rumo no inexorável caminho
uma vontade tão forte que molda
a cada passo um pouco mais resistente
até que nada aguente e desfaça
em quantos pedaços couber essa mente
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Com esses meus olhos
Em tempos de distração, perco
a vista para o mundo lá fora
me embalo com a beleza do que vejo
sorrisos soltos e conversas fragmentadas
vento nos cabelos e risadas
um abraço, um beijo
Essas janelas de minh´alma se esquecem
e param no tempo a contemplar
vida pulsante, instantes
a beleza intrínseca de todas as coisas
com ou sem um plano definido
fazendo ou não completo sentido
sinto-as todas como se visse um filme
minha inocência de menina admira
e reverencia a pureza do ser
fazendo-se verbo, presente e futuro
a vista para o mundo lá fora
me embalo com a beleza do que vejo
sorrisos soltos e conversas fragmentadas
vento nos cabelos e risadas
um abraço, um beijo
Essas janelas de minh´alma se esquecem
e param no tempo a contemplar
vida pulsante, instantes
a beleza intrínseca de todas as coisas
com ou sem um plano definido
fazendo ou não completo sentido
sinto-as todas como se visse um filme
minha inocência de menina admira
e reverencia a pureza do ser
fazendo-se verbo, presente e futuro
domingo, 3 de abril de 2011
E quero
Ser a chama que trespassa
vento morno que enleva
A palavra decidida e final
O esgar de dor o nascer a cria
o grito de dor e lágrima morna
essa chama ardente de fúria
Sedução em misto de penúria
A briga regada de compreensão
dualidade extremada em carne
Aquela que sente acima de tudo
que é tantas coisas em um corpo
essa doçura disfarçada em fel
Quero ser isso tudo, tanto
sendo apenas um ser como outras
essa maravilha de ser mulher
vento morno que enleva
A palavra decidida e final
O esgar de dor o nascer a cria
o grito de dor e lágrima morna
essa chama ardente de fúria
Sedução em misto de penúria
A briga regada de compreensão
dualidade extremada em carne
Aquela que sente acima de tudo
que é tantas coisas em um corpo
essa doçura disfarçada em fel
Quero ser isso tudo, tanto
sendo apenas um ser como outras
essa maravilha de ser mulher
sexta-feira, 25 de março de 2011
Sintonizando
O seu sorriso perfeito
som do seu riso a soar
Tira meu tom, transforma
troando no ar tilititar
Cor desse olhar, cintilar
condena-me a contemplar
abraço aperdado, antecipa
aguardado beijo almiscarado
Algo no tom do teu corpo
vibrou a corda do coração
frequência gêmea da canção
Ondas opostas gerando som
O medo dissipa no teu aperto
O calor aquece meus temores
tudo suspenso num fio tênue
O balanço da maré, a lua
Um poema perdido no vento
Teu coração em movimento
som do seu riso a soar
Tira meu tom, transforma
troando no ar tilititar
Cor desse olhar, cintilar
condena-me a contemplar
abraço aperdado, antecipa
aguardado beijo almiscarado
Algo no tom do teu corpo
vibrou a corda do coração
frequência gêmea da canção
Ondas opostas gerando som
O medo dissipa no teu aperto
O calor aquece meus temores
tudo suspenso num fio tênue
O balanço da maré, a lua
Um poema perdido no vento
Teu coração em movimento
segunda-feira, 21 de março de 2011
Perdida nesse espaço avesso
A poeira varrida, sob o tapete
a máscara grudada sobre a face
uma dor coberta de sorriso
paradoxo eterno e compatível
Um sociavel ser, é dissonante
no todo mas de igual essência
confuso e caótico, ordenado
sonhando ideais, pré-concebidos
Perdido vagando numa Via branca
a deriva como um grão de pó
mascarando sua enorme pequenez
em monumentais engenhocas, é só
Trocar a segurança por liberdade,
a liberdade por proteção, o medo...
Trocar o certo por várias dúvidas
solidariedade por responsabilidade
O respeito tornou-se lei, penalidade
Educação merece premio, é raridade
a confiança ganha hoje tem validade
essa antiga ladainha não tem idade.
a máscara grudada sobre a face
uma dor coberta de sorriso
paradoxo eterno e compatível
Um sociavel ser, é dissonante
no todo mas de igual essência
confuso e caótico, ordenado
sonhando ideais, pré-concebidos
Perdido vagando numa Via branca
a deriva como um grão de pó
mascarando sua enorme pequenez
em monumentais engenhocas, é só
Trocar a segurança por liberdade,
a liberdade por proteção, o medo...
Trocar o certo por várias dúvidas
solidariedade por responsabilidade
O respeito tornou-se lei, penalidade
Educação merece premio, é raridade
a confiança ganha hoje tem validade
essa antiga ladainha não tem idade.
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