A luz desses olhos me prende
embalada na ternura do sorriso
envolta de um sede infindável
inflamável com um só gesto
Perdida nesse presente
eterno momento de gozo
suavidade e selvageria
completamente imperfeito
Benção única e singular
carma unilateral, se só
Uma chance em milhões
Milagre comum dos dias
Criei o espaço para publicar minhas idéias, digo poemas, apenas pensamentos espremidos até formarem versos. Puramente leigo, mais um diário que qualquer coisa.
Uma descrição do que passa por mim e do que fica, meu ponto de vista que é bastante restrito, desse tecido tão interessante, a alma humana.
Espero que apreciem a visita.
Espero que apreciem a visita.
Todas as imagens são da internet e de propriedade dos respectivos sites.
domingo, 23 de janeiro de 2011
domingo, 16 de janeiro de 2011
Vertigens
Vácuo constante, o pensamento
em um voo tangendo a realidade
passa além do normal e transpassa
qualquer velocidade, antinatural
Nada escapa e tudo é percebido
em níveis extremos, do processar
amarrando as idéias sempre a voar
preso no azul eterno, céu infinito
A distância é tanta, de seu próximo
a solidão palpável pesa às costas
dominando as alturas, sem direção
nenhum caminho, nem obrigação.
Tão longe da superfície sempre
fora de toda regra, fugidio
uma sombra brilhante no céu
a árvore que tomba na floresta.
em um voo tangendo a realidade
passa além do normal e transpassa
qualquer velocidade, antinatural
Nada escapa e tudo é percebido
em níveis extremos, do processar
amarrando as idéias sempre a voar
preso no azul eterno, céu infinito
A distância é tanta, de seu próximo
a solidão palpável pesa às costas
dominando as alturas, sem direção
nenhum caminho, nem obrigação.
Tão longe da superfície sempre
fora de toda regra, fugidio
uma sombra brilhante no céu
a árvore que tomba na floresta.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Livro
De asas diversas em papel cartonado
faço minhas avesinhas, todas elas
devoro o vôo, breve ou longínquo
Sejam aves emplumadas coloridas
ou pequenos pombos cinzentos
ainda que sejam muito antigos
Cada um traz consigo segredos
histórias e estórias inventadas
lembranças de vidas passadas
Essa mágica sem forma definida
que se faz musical e colorida
embala-me sempre com enlevo
Imagino o começo, um certo dia
formas no barro, idéias em forma
o arranhar do papiro, a prensa
os tipos todos impressos, na tela.
faço minhas avesinhas, todas elas
devoro o vôo, breve ou longínquo
Sejam aves emplumadas coloridas
ou pequenos pombos cinzentos
ainda que sejam muito antigos
Cada um traz consigo segredos
histórias e estórias inventadas
lembranças de vidas passadas
Essa mágica sem forma definida
que se faz musical e colorida
embala-me sempre com enlevo
Imagino o começo, um certo dia
formas no barro, idéias em forma
o arranhar do papiro, a prensa
os tipos todos impressos, na tela.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Flor de estufa
A sensibilidade típica, me é extremada
nascida em estufa, protegida e cuidada
toda paixão que é tórrida, me derruba
o amor é um sol de verão extenuante
mas a solidão continuada esse inverno
não deixa que brotem minhas pétalas
Esse paradoxo constante, gratuito.
Fugir da cadeia, deixar ser levada
mudar de forma e tornar-me adaptada
essa natureza extrema sempre em fuga
explosões momentâneas, sim vibrantes
seguidas de pavor completo e interno
faz arrefecer a alma e fechar sépalas
para que volte a explodir, fortuito.
nascida em estufa, protegida e cuidada
toda paixão que é tórrida, me derruba
o amor é um sol de verão extenuante
mas a solidão continuada esse inverno
não deixa que brotem minhas pétalas
Esse paradoxo constante, gratuito.
Fugir da cadeia, deixar ser levada
mudar de forma e tornar-me adaptada
essa natureza extrema sempre em fuga
explosões momentâneas, sim vibrantes
seguidas de pavor completo e interno
faz arrefecer a alma e fechar sépalas
para que volte a explodir, fortuito.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Solitário
Um brilhante bruto e incluso
retraído na própria essência
descabido em pureza protegido
envolto em rocha bruta escura.
Com o devido polimento,
depois de muito tormento
uma jóia, raro ornamento
seria esse seu intento?
Flor belíssima, lírio
surgido em lugar remoto
arrancado para servir
ao belíssimo arranjo.
Toda beleza realçada
toda natureza forçada
essa busca perfeita
de toda obra inacabada.
retraído na própria essência
descabido em pureza protegido
envolto em rocha bruta escura.
Com o devido polimento,
depois de muito tormento
uma jóia, raro ornamento
seria esse seu intento?
Flor belíssima, lírio
surgido em lugar remoto
arrancado para servir
ao belíssimo arranjo.
Toda beleza realçada
toda natureza forçada
essa busca perfeita
de toda obra inacabada.
Solidão
É a minha loucura que mantém
plena minha sanidade, é fato
sem medo de negar, a origem
de todo o erro é preocupação
Desorientado senso, resignação
acostumar-se a cumprir o dever
a essa horrível convivência
o social depressor do racional
Medo terrível de diferir
tantas regras a servir
as razões para definir
nem pensar, é só seguir.
plena minha sanidade, é fato
sem medo de negar, a origem
de todo o erro é preocupação
Desorientado senso, resignação
acostumar-se a cumprir o dever
a essa horrível convivência
o social depressor do racional
Medo terrível de diferir
tantas regras a servir
as razões para definir
nem pensar, é só seguir.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Reticências
E essa fome de conteúdo
esse desejo absurdo de
enfiar sentido por tudo
em cada lugar encaixado
meu eu nasceu quadrado
Fazer tudo errado certo
cabendo no espaço aberto
escondendo os defeitos
amontoando as falhas
Ah esse risco absurdo
de desconhecer o mundo
não ter milhão de amores
nem ser o Sol da galáxia
De deixar desabrochar
de não forçar a beleza
não gritar aos ventos
que sou mais um, igual.
Esse horror de gostar
achar uma graça diferente
em tudo que não é padrão
as exceções, fascinantes...
esse desejo absurdo de
enfiar sentido por tudo
em cada lugar encaixado
meu eu nasceu quadrado
Fazer tudo errado certo
cabendo no espaço aberto
escondendo os defeitos
amontoando as falhas
Ah esse risco absurdo
de desconhecer o mundo
não ter milhão de amores
nem ser o Sol da galáxia
De deixar desabrochar
de não forçar a beleza
não gritar aos ventos
que sou mais um, igual.
Esse horror de gostar
achar uma graça diferente
em tudo que não é padrão
as exceções, fascinantes...
Assinar:
Postagens (Atom)