Ao verso comum não me entrego
ao fato contado apenas registro
o passado é história, aprendida
mas não para ser copiado literal.
Tentar achar a luz lá no fim
quando é tudo escuro em mim
Até mesmo minha rima pobre
esquece de formar o dobre.
Labirintos são feitos para esconder
Mas reza a lenda perdida no tempo,
aquele que o constrói, para abrigo
Ainda um dia, nele mesmo fica perdido.
Criei o espaço para publicar minhas idéias, digo poemas, apenas pensamentos espremidos até formarem versos. Puramente leigo, mais um diário que qualquer coisa.
Uma descrição do que passa por mim e do que fica, meu ponto de vista que é bastante restrito, desse tecido tão interessante, a alma humana.
Espero que apreciem a visita.
Espero que apreciem a visita.
Todas as imagens são da internet e de propriedade dos respectivos sites.
terça-feira, 25 de maio de 2010
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Dormencia

Como posso privar-me do senso comum?
Parecer comum e agir como qualquer?
Se tão pouco compartilhasse a visão
alegre da criança faminta ao comer,
o pai de família com salário certo,
o doente que progride em tratamento.
Meu sentidos são torpes e afetados
captam muito e ainda nada sinto
a beleza chama lá fora, intensidade
eu grito aqui de dentro: silêncio!
Como pode haver pranto e sorriso?
Viver ainda que sem uma boa razão.
Viver o presente que eu não abri
esperar um futuro que não sonhei
olhar um passado que não construí
amar alguém que, tão pouco admirei
chorar pelos erros que nem cometi
sentir saudade das amizades consegui.
Poderia me dar folga a consciência?
Minha seriedade desaparecer agora
deixar o tempo limpar essa casca
manta espessa de medo e angústia,
que cobre todos os passos infantes
e me alcança ainda na mocidade.
sábado, 15 de maio de 2010
Ser e não estar
Um vazio no espaço, uma ansia
completo de desejo sem objeto
querer sem saber o que ao certo
vontade de correr, estado suspenso
o corpo inteiro vibra e reage
sem mover-se um centésimo sequer
a respiração inalterada mas
pensamentos trabalham em fúria
O mundo inteiro congelado
e não existe lugar para estar.
Em algum lugar sorrateira foi
a paixão que me consumia
escondeu suas garras à espera
de estancarem as feridas abertas
o momento certo de voltar
com nova face e novo tentar.
Segue meu coração a bater, lutar.
completo de desejo sem objeto
querer sem saber o que ao certo
vontade de correr, estado suspenso
o corpo inteiro vibra e reage
sem mover-se um centésimo sequer
a respiração inalterada mas
pensamentos trabalham em fúria
O mundo inteiro congelado
e não existe lugar para estar.
Em algum lugar sorrateira foi
a paixão que me consumia
escondeu suas garras à espera
de estancarem as feridas abertas
o momento certo de voltar
com nova face e novo tentar.
Segue meu coração a bater, lutar.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Inexplicável detalhado
Quando tudo parece igual
Nada parece servir, jamais
Aquele momento em que
O tédio nos domina,
Essa coisa pesada, fluida
A sensação de vazio
Supera qualquer coisa
Engole qualquer sentimento
Traga-nos como a areia movediça
Enlevo do ócio absoluto, e
Ainda que não estejamos tristes
Nos derruba fora da alegria.
Um querer ser e não estar
Vontade de correr, voltar
Senso de direção sem saída
Estar machucado sem a ferida.
Quem não experimentou já
tal sensação tão descabida?
É mais um dos sintomas que
atesta nossa humanidade.
Nada parece servir, jamais
Aquele momento em que
O tédio nos domina,
Essa coisa pesada, fluida
A sensação de vazio
Supera qualquer coisa
Engole qualquer sentimento
Traga-nos como a areia movediça
Enlevo do ócio absoluto, e
Ainda que não estejamos tristes
Nos derruba fora da alegria.
Um querer ser e não estar
Vontade de correr, voltar
Senso de direção sem saída
Estar machucado sem a ferida.
Quem não experimentou já
tal sensação tão descabida?
É mais um dos sintomas que
atesta nossa humanidade.
terça-feira, 11 de maio de 2010
Confusão
Estranho como tem fama,
má fama é o que digo,
Os poemas e assemelhados.
São tortos e dificultosos.
Poemas são, a meu ver
tão difíceis quanto ver,
complexos como conversar
intrínsecos, e explícitos.
Claro! Nós banalizamos,
Nossos atos e diálogos
Somos sempre egoístas
Pensando que nos entendem.
Veja bem, quando digo algo
espero ser compreendido
mas nem sempre acontece
e quase nunca é conferido.
Temos diálogos desinformados
Somos medícres com palavras
Temos medo de dizer tudo
Então dizemos só metade
Para que a metade seja
aceita e completa no outro
Assim somos aprovados
no simples da linguagem.
Escrever de coração é
um dilema, expomo-nos.
Mas no fundo das palavras
há sentimentos verdadeiros.
Um poema é completo, o tudo
Sempre confuso e é incerto
assim como nós o somos
E depende da interpretação.
má fama é o que digo,
Os poemas e assemelhados.
São tortos e dificultosos.
Poemas são, a meu ver
tão difíceis quanto ver,
complexos como conversar
intrínsecos, e explícitos.
Claro! Nós banalizamos,
Nossos atos e diálogos
Somos sempre egoístas
Pensando que nos entendem.
Veja bem, quando digo algo
espero ser compreendido
mas nem sempre acontece
e quase nunca é conferido.
Temos diálogos desinformados
Somos medícres com palavras
Temos medo de dizer tudo
Então dizemos só metade
Para que a metade seja
aceita e completa no outro
Assim somos aprovados
no simples da linguagem.
Escrever de coração é
um dilema, expomo-nos.
Mas no fundo das palavras
há sentimentos verdadeiros.
Um poema é completo, o tudo
Sempre confuso e é incerto
assim como nós o somos
E depende da interpretação.
domingo, 9 de maio de 2010
Tempo
tudo consiste simplesmente
em deixar acontecer
mentalizar o que se quer
por as mágoas de fora
ouvir a consciência
todas as feridas invariavelmente
em algum momento fecharão
mesmo que fiquem cicatrizes
para que lembremos das lições
onde quer que a felicidade alcance
ter sabedoria de aprender
entender que tudo passa
mesmo os bons momentos
para que valorizemos
o dom sublime da vida
em deixar acontecer
mentalizar o que se quer
por as mágoas de fora
ouvir a consciência
todas as feridas invariavelmente
em algum momento fecharão
mesmo que fiquem cicatrizes
para que lembremos das lições
onde quer que a felicidade alcance
ter sabedoria de aprender
entender que tudo passa
mesmo os bons momentos
para que valorizemos
o dom sublime da vida
terça-feira, 4 de maio de 2010
Autenticidade
Tentei plantar flores
esperando borboletas
Colorirem meu jardim
Alegrando meu sorriso.
Cultivei bonitas flores
Compradas todas por mim
Escolhidas da floricultura
Segundo me disseram bonito
Mas ainda faltava algo
Ele parecia tão vazio
Sem florescer ou perfumar
Sem ruido e sem vida.
Arei toda terra então
Destrui qualquer muda
Deixei exposto o solo
Adubei e esperei a chuva
Em pouco tempo voltaram
Sementes diferentes
que lá estavam nasceram
Um colorido perfumado
Naturalmente aconteceu
E meu sorriso estendido
Notando o que já havia
E permanecia inerte.
esperando borboletas
Colorirem meu jardim
Alegrando meu sorriso.
Cultivei bonitas flores
Compradas todas por mim
Escolhidas da floricultura
Segundo me disseram bonito
Mas ainda faltava algo
Ele parecia tão vazio
Sem florescer ou perfumar
Sem ruido e sem vida.
Arei toda terra então
Destrui qualquer muda
Deixei exposto o solo
Adubei e esperei a chuva
Em pouco tempo voltaram
Sementes diferentes
que lá estavam nasceram
Um colorido perfumado
Naturalmente aconteceu
E meu sorriso estendido
Notando o que já havia
E permanecia inerte.
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