Criei o espaço para publicar minhas idéias, digo poemas, apenas pensamentos espremidos até formarem versos. Puramente leigo, mais um diário que qualquer coisa.

Uma descrição do que passa por mim e do que fica, meu ponto de vista que é bastante restrito, desse tecido tão interessante, a alma humana.

Espero que apreciem a visita.


Todas as imagens são da internet e de propriedade dos respectivos sites.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Cinza


A cor do neutro, do descolorido
matiz do preto, entristecido
O céu da chuva antes da tempestade
O lago do outono antes do inverno

Tristeza é cinza, apagado
Ainda é cor, ainda se percebe
mais como a tristeza, some
deixa opaco, esmaecido

Depois do fogo, cinza
Depois da dor, cinza
Sem ter amor, cinza
Sentir dor, cinza

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Papel e caneta na mão


a mão se esforça à acompanhar
tudo que constrói o pensamento
transcrevendo no verso as idéias
a vontade, uma fúria, sentimento.

Movendo em uníssono a riscar
a caneta marcando o papel enquanto
na mente tudo gira em movimento
o pensar vai riscando o ser.

Mergulhar na alma, profundamente
depende das condições do tempo
segundo a emoção doce que aquece
ou as fúrias que turvam as águas.

A vista sempre alcança os fragmentos
de naufrágios tenebrosos, cicatrizes
Ou os tesouros ganhos, escondidos
que fazem acalmar as tempestades.

Entre lembranças e temores
os desencontros, os amores
registrados na lembrança
eternizados ficam em papel.

domingo, 18 de abril de 2010

Voando

ver a vida como um filme
sendo principal e coadjuvante
rindo e chorando, ou contemplando

tão simples e tão fantástico
um mundo de coisas para ver
infinito de situações a conviver

um livro sendo construído
as páginas sem número final
cenas trágicas e cômicas

a beleza do movimento
a grandeza no incerto
a maravilha no presente

Poder sentir arder a dor
Ou feliz rasgar-se em sorrisos
E apreender no que se passa.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Covardia




Declaro-me absolutamente covarde
não é que esteja tomando coragem
Ou queira moverme desse estado
Tão comodo e inerte, estagnado.

Nada mais que uma voz perdida
Daminha consciência abafada
Tentando não dar-se por vencida
Negando-se a permanecer calada.

Grita ao ver um menino pequeno
Cheirando cola na esquina
Com os trcados que dei a ele
De dentro do confortável carro.

Chora ao ver espancado o homem
que por ser fraco ou desesperançado
não teve sorte na vida e dorme
Na rua, à margem da vida.

Desespera-se ao ver sofrer
o cão perdido na multidão
Solitário e faminto, de amor
Abandonado sem qualquer pesar.

Magoa-se com o preconceito
Ofende-se com a corrupção
Estarrecida com a escravidão
Remoe-se ante a devastação.

Mas então vem a arma poderosa
que faz calar a consciencia
adormece-la por um tempo
A nessecidade imediatata.

Sim! A fome de adiquirir, consumir
De conquistar, vencer e ganhar!
Por que crescemos para gastar,
Não importa mais quem somos.

A fé segue a moda do momento
E a vontade é a última tecnologia
Entre corações e almas famintos
Vivemos só de fantasia.

terça-feira, 30 de março de 2010

Black hole




Like a balck hole, my hart
feeding on your on darkness
thinkn like never don´t
turn every thots in the same

needing you every moment
liking you all time
loosing for yours eyes
crazy for only smile

turn and turn at the same
never find, never quiet
thinking and desaring
passion burning my hart

sábado, 20 de março de 2010

Definição de sociedade

adrenalina, correndo fugindo
acelerando tudo sem rumo
tendando ir mais longe
ritmo frenético irrefreável

Energias ao limite do ser
Stress é menos que resfriado
Desgaste perdeu significado
Descanso para desocupado.

Agradeço pelo trabalho
duro de cada dia mais.
A hora extra que aumenta
o mínimo que não satisfaz.

A impotência na desgraça
a matança que passa
diante dos olhos infantes
sem que se possa sonhar

Esperança esmagada sob
o peso eterno do porvir
amanhecer sem ter certeza
se chegará o anoitecer

Cercados por falsa alegria
propagada em mil outdoors
que gritam saúde e paz
uma vida melhor, é só pagar.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Flashicidade da memória


Uma fração ou um centésimo
do tempo em ação geradora
É o tempo gasto em ser feliz
Apenas um flash momentâneo

O registro desse instante
Por menor que seja a duração
Lembrado será por muito tempo
Além de si e por outrém

Trazendo a sombra do momento
Para aquecer a alma triste
Naquele flash doído e escuro
A dor, tristeza, infelicidade.

A duração e intensidade iguais
mas não se assemelham em forma
Enquanto um se relega esquecimento
Ao outro lembramos eternamente.